Tudo sobre a vacina contra dengue em Maricá

Vacina contra dengue: saiba tudo sobre o imunizante contra a doença | Enfoco

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A estudante universitária Monique Ferreira, de 24 anos, apresentou sintomas como manchas vermelhas pelo corpo, dor ao redor dos olhos e febre alta, e teve a confirmação de que estava com dengue. Essa doença tem se espalhado rapidamente pelo Rio de Janeiro, levando a cidade a entrar em estado de emergência em saúde pública. Apenas em janeiro, já foram confirmados 11 mil casos de dengue, com 360 internações e uma morte na capital carioca.

Diante do aumento alarmante da doença, surge uma esperança: o Ministério da Saúde decidiu distribuir a vacina contra a dengue na rede pública de saúde. Atualmente, a vacina já é aplicada na rede privada. Inicialmente, serão selecionados 521 municípios do país com alta incidência da doença. No estado do Rio de Janeiro, 12 cidades receberão o imunizante. No entanto, o calendário de distribuição ainda não foi divulgado pelo Ministério da Saúde.

A vacina será disponibilizada, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que compõem o grupo prioritário. A opção por essa faixa etária ocorreu devido ao maior número de hospitalizações nessa faixa etária, logo após os idosos.

A vacina contra a dengue, chamada de Qdenga, é fabricada pela farmacêutica Takeda e possui a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pessoas de 4 a 60 anos. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalos de três meses. Segundo estudos clínicos, a vacina apresentou eficácia de 80,2% na prevenção de casos sintomáticos e de 90,4% na prevenção de hospitalizações após 12 meses de acompanhamento. Após 54 meses, a eficácia na prevenção de casos sintomáticos foi de 61,2%, com a manutenção da alta eficácia na prevenção de hospitalizações, que chegou a 84,1%.

No entanto, é importante ressaltar que a vacina possui algumas contraindicações. Ela não deve ser administrada em pessoas com alergia a algum componente da fórmula, como trealose di-hidratada, poloxaleno, albumina sérica humana, fosfato de potássio monobásico, fosfato de sódio dibásico di-hidratado, cloreto de potássio e cloreto de sódio. Além disso, a administração também é contraindicada para pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida, incluindo aqueles em terapia imunossupressora, gestantes ou lactantes.

A vacina contra a dengue apresenta algumas reações adversas, que são semelhantes às reações de outras vacinas atenuadas já utilizadas no SUS. Entre as reações relatadas com mais frequência estão a dor no local da injeção, cefaleia, mialgia, eritema no local de injeção, mal-estar, astenia e febre.

Para os grupos que não estão incluídos no grupo prioritário, é importante seguir os cuidados para o controle da proliferação do mosquito vetor em suas residências e locais de trabalho. É fundamental eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, como recipientes com água parada.

A vacinação contra a dengue é uma medida eficaz para combater a doença e reduzir o impacto na saúde pública. Com a disponibilização da vacina pelo SUS, espera-se que a incidência de casos de dengue diminua e que mais faixas etárias sejam contempladas na vacinação, assim que a produção da vacina for incrementada. A prevenção continua sendo a melhor forma de combater a dengue, e a vacinação é uma importante aliada nessa luta.

[Imagem: Ministério da Saúde]

Fonte da Notícia: Plantão Guia Região dos Lagos

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Bruno Rodrigo Souza

Bruno Rodrigo Souza

Bruno é Fundador e Editor no Guia Região dos Lagos

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