Novo detector de papelão e ouro pode analisar a pureza da água por apenas R$ 0,50

Sensor de papelão e ouro poderá monitorar a qualidade da água por R$ 0,50

Sensor de papelão e ouro poderá monitorar a qualidade da água por R$ 0,50

Um novo sensor desenvolvido por pesquisadores brasileiros promete revolucionar o monitoramento da qualidade da água no país. Com um custo estimado de apenas R$ 0,50, o dispositivo é feito de papelão e ouro e pode ser facilmente espalhado pelo Brasil para medir em tempo real a água servida à população.

De acordo com os pesquisadores, a utilização desses sensores baratos e acessíveis pode proporcionar uma série de benefícios. “Os dados colhidos podem orientar a criação de políticas públicas por agentes governamentais e ajudar na tomada de decisão das empresas de tratamento de água”, destaca o pesquisador responsável pelo projeto.

O processo de fabricação do dispositivo é praticamente isento de reagentes químicos e quase totalmente automatizado. O sensor é um pequeno retângulo de papelão, medindo 15 mm de largura por 20 mm de comprimento e 1 mm de espessura, que passa por um processo de aplicação de trilhas condutoras com o uso de um laser de dióxido de carbono.

Além do papelão, que pode ser proveniente de um processo de reciclagem, os pesquisadores adicionam cola adesiva, spray impermeabilizante e uma solução de ouro nas trilhas. As nanopartículas de ouro são responsáveis por melhorar o desempenho do dispositivo.

O funcionamento do sensor é baseado em uma reação eletroquímica que ocorre na superfície condutora ao se aplicar um potencial elétrico. Quanto maior a concentração da substância química que se quer identificar na amostra de água, maior será a corrente gerada. O potencial elétrico aplicado é de -0,2 volt, inferior ao de uma pilha pequena do tipo AAA.

O fato de ser produzido sem manipulação humana confere vantagens à fabricação do dispositivo. “Muitas vezes temos em laboratório uma série de etapas manuais para a elaboração de sensores. Elas fazem com que os dispositivos não tenham muita reprodutibilidade. Quando recorremos a máquinas, como a que emite o laser, evitamos essa intervenção artesanal no processo de fabricação do dispositivo”, explica o pesquisador.

Aplicações do sensor

A principal aplicação do sensor é o monitoramento da qualidade da água. Com a distribuição desses dispositivos pelo Brasil, será possível obter informações em tempo real sobre a água consumida pela população. Esses dados podem ser utilizados para fundamentar políticas públicas relacionadas ao abastecimento de água e também auxiliar na decisão tomada pelas empresas de tratamento de água.

Além disso, o sensor pode ter outras aplicações, como a detecção de contaminação em rios e lagos, monitoramento da qualidade da água em indústrias e até mesmo em residências. A versatilidade e o baixo custo do dispositivo abrem um leque de possibilidades para seu uso.

Vantagens e desafios

O sensor de papelão e ouro apresenta diversas vantagens em relação aos sensores convencionais. O baixo custo de produção permite a distribuição em grande escala, ampliando sua aplicação para áreas de difícil acesso. Além disso, o processo de fabricação automatizado garante maior reprodutibilidade dos dispositivos.

No entanto, alguns desafios devem ser superados para que o sensor seja amplamente utilizado. É necessário realizar testes em diferentes tipos de água para garantir sua eficácia em diferentes condições. Além disso, é preciso estudar a durabilidade do dispositivo e seus limites de detecção.

Conclusão

O desenvolvimento desse novo sensor de papelão e ouro é um avanço significativo na área de monitoramento da qualidade da água. Com seu baixo custo e facilidade de produção, ele pode ser uma importante ferramenta para garantir a disponibilidade de água potável para a população brasileira. Além disso, seu potencial de monitoramento em tempo real e a possibilidade de orientar políticas públicas e decisões empresariais são aspectos que não podem ser ignorados.

Com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento de soluções inovadoras como essa, é possível vislumbrar um futuro em que o acesso à água de qualidade seja uma realidade para todos os brasileiros.

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Felipe Rabello

Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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