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Mãe e filhas resgatadas em trabalho escravo em sítio no RJ

Mãe e filhas que trabalhavam em troca de comida em sítio são resgatadas em condições análogas à escravidão no RJ

Mãe e filhas são resgatadas em condições análogas à escravidão em sítio no RJ

Uma mãe e suas duas filhas foram resgatadas de um sítio em condições de trabalho semelhantes à escravidão em , na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, a família trabalhava no local há três anos, sendo que uma das filhas tem apenas 13 anos de idade.

A situação das vítimas foi descoberta por auditores-fiscais do Trabalho, que constataram que a mãe e as duas filhas estavam trabalhando de segunda a segunda no sítio. Segundo relatos, a mãe trabalhava em troca de comida, pois é analfabeta e não sabia contar. Além disso, a adolescente havia perdido parte de um dos dedos ao manusear uma máquina.

Após o acidente, o empregador levou a adolescente ao hospital, onde ela ficou por apenas dois dias antes de ser obrigada a retornar ao trabalho. A jovem afirma que ficou com sequelas e tem dificuldade em segurar objetos.

Durante a fiscalização, os auditores constataram que a família nunca recebeu um salário sequer durante os três anos em que trabalhou no sítio. Além da roçagem do terreno, as vítimas eram responsáveis por cuidar dos animais da propriedade, como cavalos, vacas e galinhas, trabalhando diariamente do início da manhã ao fim da tarde.

A operação de resgate foi realizada por auditores-fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, com a colaboração do Ministério Público do Trabalho (MPT/RJ), oficiais de justiça e representantes de segurança institucional do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ).

O coordenador do combate ao trabalho infantil na Superintendência do Trabalho, Eugênio Santana, ressaltou a importância da participação da sociedade na identificação e denúncia de casos como esse. “Estamos diante de um caso de trabalho escravo e trabalho infantil. A participação da sociedade é fundamental na identificação e denúncia dessas infrações”, comentou.

É fundamental destacar que o trabalho escravo e o trabalho infantil são infrações graves e inaceitáveis, que violam os direitos humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Por isso, é importante que a população fique atenta e denuncie casos suspeitos aos órgãos competentes.

No combate a essas práticas, é necessário investir em ações de conscientização e em políticas públicas que garantam o cumprimento dos direitos dos trabalhadores, especialmente dos mais vulneráveis. Somente com o engajamento de todos será possível erradicar o trabalho escravo e proteger as crianças e adolescentes do trabalho precoce e perigoso.

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Bruno Rodrigo Souza

Bruno Rodrigo Souza

Bruno é Fundador e Editor no Guia Região dos Lagos

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