Brasileiros cogitam adotar dieta sustentável

dieta saudável

Quase 60% dos brasileiros consideram adotar dieta mais sustentável

Uma pesquisa revelou que a maioria dos brasileiros está aberta a adotar uma dieta mais sustentável. De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela City University of London, em parceria com o WWF-Brasil e a Fundação Vidas Silvestres da Argentina, 59,2% dos entrevistados no Brasil afirmaram estar dispostos a adotar novos hábitos alimentares.

No entanto, o índice de resistência às novas dietas sustentáveis é significativamente maior no Brasil do que na Argentina. Enquanto apenas 8,6% dos argentinos afirmaram que não pretendem adotar novos hábitos alimentares, esse número subiu para 18,8% entre os entrevistados brasileiros.

A pesquisa aponta ainda diferenças entre os dois países quando se trata da perspectiva temporal para a adoção de dietas sustentáveis. Os argentinos mostram maior inclinação para adotar uma dieta sustentável a curto prazo, com 30,7% considerando a adoção iminente, em comparação com apenas 13,9% dos brasileiros. Por outro lado, 33,2% dos argentinos e 25,6% dos brasileiros consideram a adoção no médio prazo. Já a perspectiva de longo prazo é mencionada por 50,1% dos brasileiros e 29,9% dos argentinos.

Os resultados da pesquisa indicam que a resistência à mudança alimentar é pequena em ambos os países, porém mais pronunciada no Brasil. Isso sugere que a promoção de dietas sustentáveis ainda enfrenta desafios, mas também aponta para a disposição da população brasileira em considerar a transição para hábitos alimentares mais sustentáveis.

A pesquisa também destaca que a comunicação dos atributos sustentáveis dos produtos não é suficiente para garantir a valorização desses itens pelos consumidores. A maioria dos consumidores que já adquirem produtos sustentáveis são aqueles com alto engajamento em questões ambientais.

Diante desses resultados, é necessário refletir sobre estratégias mais eficazes para promover a mudança de hábitos alimentares. Essa reflexão pode auxiliar tanto as empresas alimentícias quanto os formuladores de políticas públicas. Além disso, é importante ressaltar que a promoção de dietas sustentáveis é fundamental para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, preservar os recursos naturais e proteger a biodiversidade, além de impactar positivamente a saúde pública.

Luiza Soares, analista de Conservação do WWF-Brasil, destaca a importância de uma abordagem multissetorial para promover a adoção de dietas mais sustentáveis. Ela ressalta que a transformação coletiva só é possível com uma ação igualmente diversa, realizada por atores de diferentes setores da sociedade.

Diante desse cenário, é fundamental que as empresas e os formuladores de políticas públicas busquem alternativas e estratégias para incentivar a população a adotar dietas mais sustentáveis. Essa mudança de hábito é essencial para garantir um futuro mais sustentável para o planeta e para as gerações futuras. É necessário compreender as perspectivas e as motivações dos consumidores, buscando formas de informar e conscientizar sobre a importância das escolhas alimentares para o meio ambiente.

Por fim, é necessário lembrar que a adoção de uma dieta mais sustentável não precisa ser um processo radical. Pequenas mudanças no dia a dia, como aumentar o consumo de alimentos vegetais, reduzir o desperdício de alimentos e optar por produtos locais e orgânicos, podem fazer uma grande diferença. A transição para uma dieta mais sustentável é um passo importante na direção de um futuro mais equilibrado e saudável para o planeta e para todos os seres vivos que nele habitam.

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