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5 Soluções que a Academia de Ciências propõe para combater a poluição por microplásticos

microplásticos

O Brasil despeja anualmente cerca de 3,44 milhões de toneladas de plástico nos oceanos, conforme estudo do projeto Blue Keepers. Sacolas, garrafas PET e canudos são parte dos resíduos que contaminam o mar, resultando na presença alarmante de microplásticos em órgãos humanos, como sangue, testículos e placentas. Especialistas alertam que, embora os impactos na saúde humana ainda não estejam totalmente claros, há risco de exposição a substâncias químicas perigosas, incluindo metais pesados.

Relatório Revela Situação Crítica dos Microplásticos

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) assumiu a liderança ao lançar na última quinta-feira (7) o relatório “Microplásticos: Um problema complexo e urgente”. Dez pesquisadores de diversas instituições, entre membros e convidados da ABC, colaboraram na elaboração do documento que traça um panorama da poluição causada por microplásticos e oferece recomendações para mitigar seu impacto no Brasil. “Para enfrentar essa poluição, é crucial a ação coordenada entre governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade”, afirmou Helena Nader, presidente da ABC.

Propostas para Mitigar o Problema

O relatório detalha não apenas a definição e os avanços no entendimento dos microplásticos no Brasil, mas também apresenta propostas divididas em seis áreas principais, visando a redução do impacto ambiental.

  • Governança: Atualização do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, com foco nos microplásticos, e fortalecimento das discussões sobre o Tratado de Poluição Ambiental por Plásticos.
  • Ciência, Tecnologia e Inovação: Investimento em reciclagem e substituição de polímeros sintéticos por biodegradáveis.
  • Fomento e Financiamento: Avaliação de riscos à saúde e uso de nanotecnologia para melhorar o reaproveitamento dos materiais.
  • Capacitação: Treinamento de catadores e educação de professores em escolas fundamentais e médias.
  • Circularidade dos Plásticos: Revisão das legislações para coleta e descarte de plásticos e remoção destes materiais dos ecossistemas terrestres e marinhos.
  • Educação Ambiental e Comunicação: Campanhas governamentais para incentivo à educação ambiental e boas práticas de descarte.

Impactos do Plástico no Ecossistema Marinho

Os plásticos, valorizados por sua durabilidade e baixo custo, se tornaram um problema devido ao descarte inadequado e à falta de iniciativas de reciclagem. Essa prática gera microplásticos, minúsculas partículas que provêm da fragmentação dos resíduos plásticos, encontrando seu caminho nos rios e oceanos. Estima-se que 80% dos resíduos plásticos marinhos têm origem em atividades terrestres como turismo e ocupação urbana desordenada, enquanto 20% provêm de atividades marítimas, como transporte e pesca.

O relatório salienta que uma vez nos oceanos, os plásticos se dispersam por correntes marítimas, aumentando os impactos ambientais, sociais e econômicos. Essa contaminação ameaça diretamente a saúde humana, segurança alimentar e economia, destacando a urgência de ações concretas e coordenadas entre todos os setores da sociedade.

Adalberto Luis Val, vice-presidente da ABC para a Região Norte e coordenador do grupo de trabalho sobre microplásticos, reforçou a necessidade de responsabilidade no ciclo de vida dos plásticos, desde a produção até o descarte. Além dele, participaram do relatório os pesquisadores Mário Barletta (UFPE), Maria Inês Tavares (UFRJ), Alexander Turra (USP), Maria Martha Bernardi (UNIP), Alexandre Borbely (UFAL), Daniela Melo e Silva (UFG), Denis Abessa (UNESP), Miriam Cristina Moravia (UFMG) e Paulo dos Santos Pompeu (UFLA).

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/academia-de-ciencias-caminhos-microplastica/)

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