Olivina: a nova fonte de metais essenciais para baterias!

Olivina pode virar fonte de metais para baterias

Uma inovadora startup da Nova Zelândia está revolucionando a indústria de baterias ao desenvolver um método para extrair minerais essenciais de rochas de olivina. Este material, antes considerado de baixo valor na mineração, agora ganha destaque ao se tornar fonte de hidróxido de níquel-manganês-cobalto (NMC), crucial para baterias de íons de lítio de alta densidade, utilizadas em veículos elétricos, ferramentas e sistemas de armazenamento de energia.

Transformação de um Rejeito em Recurso Valioso

A olivina, tradicionalmente utilizada em aplicações limitadas como adornos semipreciosos e pedras para saunas, é agora um recurso estratégico devido à capacidade de liberar NMC por meio de um processo sustentável. Este procedimento ocorre em condições de baixa temperatura e pressão ambiente, utilizando energia renovável, e está sendo aperfeiçoado pela Aspiring Materials, uma empresa comprometida com a inovação na extração mineral.

O fornecimento global de metais críticos, como o cobalto, enfrenta desafios geopolíticos e sociais significativos, já que cerca de 70% da extração acontece na República Democrática do Congo, onde existem preocupantes violações dos direitos humanos. Além disso, o níquel e o manganês são majoritariamente extraídos na Indonésia e na África do Sul, respectivamente, antes de serem refinados na China. Esta situação precária impulsiona a busca por alternativas que assegurem o abastecimento e reduzam as dependências globais.

Processo de Extração e Benefícios Ambientais

Na planta piloto da Aspiring Materials, situada em Christchurch, o processo de extração envolve a mistura da areia de olivina com ácido sulfúrico, resultando em uma pasta química. Este método, que se assemelha a equipamentos de uma fábrica de laticínios, é seguido por passos que incluem ajuste de partículas e controle térmico, utilizando soda cáustica. Como resultado, três subprodutos são gerados: análogos do cimento Portland, compostos de magnésio e metais mistos, dos quais 1% é o desejado NMC.

Esta abordagem de produção também se distingue pelo seu ciclo limpo, no qual o líquido residual passa por eletrólise para regenerar o ácido inicial, promovendo um modelo de economia circular e sustentável. A confiabilidade e o menor impacto ambiental tornam esta inovação atraente para mercados que valorizam práticas industriais responsáveis.

Perspectivas Futuras e Custos

Embora o ambiente de alta acidez necessário para extrair NMC eleve os custos de produção, a crescente demanda por métodos de extração sustentáveis está mudando a percepção ocidental. Segundo Jim Goddin, membro do comitê que elaborou a Estratégia de Minerais Críticos do Reino Unido, estas abordagens mais limpas são vistas como vantajosas, apesar dos custos adicionais, devido ao potencial de evitar a imprensa negativa associada a práticas insustentáveis.

Os desenvolvimentos em torno da utilização da olivina demonstram que soluções criativas e sustentáveis estão remodelando o setor de mineração, oferecendo caminhos para o fornecimento responsável de metais críticos. À medida que a indústria avança, a combinação de inovação e sustentabilidade se apresenta como um pilar essencial para o futuro das tecnologias verdes.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/olivina-pode-virar-fonte-de-metais-para-baterias/)

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