SP recebe evento sobre 5 caminhos para a economia urbana sustentável

Evento em SP discute economia urbana regenerativa

Evento em São Paulo destaca economia regenerativa como caminho para cidades sustentáveis

No dia 27 de novembro, São Paulo foi palco de uma discussão crucial sobre a aplicação da economia regenerativa no planejamento urbano e restauração de ecossistemas. O debate, promovido pela Umma Hub como parte da Jornada de Economias que Afirmam a Vida, contou com a presença do renomado professor Jay Tompt. Este evento trouxe à tona a importância de fortalecer vínculos comunitários e redesenhar cidades para promover o bem-estar coletivo.

Intercâmbio de ideias impulsiona discussão urbana

O dia começou com um café da manhã na base da Ago Social, seguido por uma aula aberta na Escola da Cidade, onde estratégias para transformar territórios foram debatidas. O tema central foi “Economias que afirmam a vida e seu reflexo no redesenho e transformação do território”. Entre os facilitadores da conversa, estavam Lara Freitas, cofundadora do Programa Permanente Ecobairro Brasil, e Luís Octávio de Faria e Silva, coordenador do curso de pós-graduação Habitação e Cidade.

Jay Tompt, que nasceu na Califórnia e atualmente reside na Inglaterra, compartilhou sua trajetória pessoal e profissional. Seu trabalho transita entre filosofia e economia, além de experiências no Vale do Silício e economias comunitárias. Para ele, a chegada de sua filha e acontecimentos políticos marcantes no início dos anos 2000 foram catalisadores de uma mudança de rumo em sua carreira.

Modelos de cidades exemplares

Durante a aula, Jay Tompt destacou exemplos práticos de cidades que implementam uma lógica urbana mais orgânica e comunitária. Barcelona, por exemplo, tem se destacado ao integrar política, commons e vitalidade urbana. A cidade é guiada por uma política que promove espaços de convivência em resposta às crises sociais.

Em Barcelona, o cuidado tornou-se parte central da administração pública, com uma abordagem feminista e ecofeminista que prioriza a presença cívica. Para Jay, a resiliência urbana é fortalecida quando comunidades são conectadas: “Quando as pessoas se conhecem, isso traz resiliência”, afirmou. Essa vitalidade é considerada uma infraestrutura crucial para a saúde pública e ecológica.

Amsterdã foi outra cidade mencionada. Lá, áreas como moradia, energia e alimentação são geridas como bens comuns por iniciativas coletivas, um modelo de autonomia cívica apoiado por redes colaborativas. Jay destaca o biorregionalismo como um paradigma de liberdade interdependente, que promove a harmonia entre humanos e natureza.

Decrescimento: um novo modelo de prosperidade

O encontro ainda abordou conceitos críticos em torno do crescimento econômico. Jay Tompt apresentou o decrescimento como uma alternativa para o futuro, promovendo um modelo econômico que prioriza o bem-estar e a justiça social. Entre as propostas estão o cancelamento de dívidas de países de baixa renda e o investimento em setores regenerativos.

A proposta não visa uma recessão, mas sim um novo conceito de prosperidade, onde o objetivo é menos impacto e mais regeneração. O evento concluiu destacando a importância da ação local. Lara Freitas enfatizou que “a inovação também pode nascer do resgate”, lembrando que a permacultura pode transformar intenção em ação prática. A regeneração urbana precisa de ações concretas para conectar comunidades e apoiar políticas centradas em cuidados e bens comuns.

Fonte da Notícia: [Ciclo Vivo](https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/evento-em-sp-discute-economia-urbana-regenerativa/)

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