Mulheres realizaram um protesto em Armação dos Búzios na segunda-feira (2) contra o feminicídio e a violência de gênero. A manifestação ocorreu após três mortes violentas de mulheres em Búzios e Rio das Ostras em um intervalo de cinco dias.
As vítimas foram Valéria Matos Ribeiro, de 48 anos, Emanuelly Caroline Gomes de Oliveira, de 19, e Taís de Souza Santana, de 24. Até o momento, não há indicação de que os episódios tenham ligação entre si.
Caso em Búzios
O primeiro episódio aconteceu na manhã de sexta-feira (23), no bairro Vila Verde, em Búzios. Valéria foi atacada a facadas pelo ex-companheiro enquanto acompanhava o filho, de oito anos, à escola. A criança também ficou ferida.
Socorrida, Valéria passou por cirurgia no Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé, mas morreu na madrugada de domingo (25). O suspeito do ataque foi encontrado morto posteriormente. A Secretaria Municipal da Mulher informou que a vítima não estava em acompanhamento pelos serviços especializados.
Jovem morta antes de audiência
Emanuelly foi encontrada morta na madrugada de 27 de outubro, em uma residência no bairro Vila Verde, com as mãos amarradas e um corte profundo no pescoço. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que ela pode ter sido assassinada para impedir que desse continuidade a uma denúncia de estupro contra o ex-cunhado.
A jovem havia registrado a denúncia em 2020 e tinha uma audiência marcada para 11 de novembro. Dois homens foram presos na terça-feira (3), apontados como mandante e executor do crime. Imagens de câmeras de segurança auxiliam nas investigações.
Corpo encontrado em Rio das Ostras
Em Rio das Ostras, o corpo de Taís, que estava desaparecida, foi localizado na manhã de segunda-feira (26), às margens de um curso d'água no bairro Âncora. A identificação foi feita por familiares no IML de Macaé. A 128ª Delegacia de Polícia investiga o caso, e a causa da morte ainda não foi esclarecida oficialmente.
Reivindicações do protesto
Durante a manifestação, as participantes cobraram medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres. A educação desde a infância, com foco no respeito e na igualdade, foi destacada como essencial.
Também foi reforçada a necessidade de políticas públicas que garantam atendimento e proteção às vítimas. A mensagem central foi que mulheres desejam viver com segurança, liberdade e dignidade.
Fonte: RC24H







