Programação Especial no Museu das Culturas Indígenas em São Paulo Valoriza Vozes Ancestrais
Em setembro, o Museu das Culturas Indígenas (MCI), localizado em São Paulo, se torna palco de um rico e abrangente programa que destaca a importância da voz indígena, a memória ancestral e os diálogos sobre justiça climática. O evento inclui debates, apresentações artísticas, contação de histórias e atividades em rede com outros museus, reforçando a relevância e a resistência das comunidades indígenas no Brasil.
Abertura com Homenagem a Bartolina Sisa
A programação tem início no dia 5 de setembro, às 15h, com uma transmissão ao vivo que presta homenagem a Bartolina Sisa, uma líder Aymará que se tornou símbolo da resistência contra a colonização nos Andes. A live conta com a participação da artista e pesquisadora Carolina Velasquez, representante dos povos Quechua e Aymará, e da ativista Paula Guajajara, do povo Guajajara. A mediação fica por conta de Clarice Pankararu, colocando em evidência o papel fundamental das mulheres indígenas na preservação cultural e na luta por direitos.
Ancestralidade e Presença Imigrante
No dia seguinte, 6 de setembro, a cantora e curandeira Maryta de Humahuaca, do povo Omaguaca, apresenta reflexões sobre ancestralidade, direitos humanos e questões ambientais. Este evento é seguido por um debate promovido pela Equipe de Base Warmis, abordando a presença dos imigrantes andinos na cidade de São Paulo e trazendo músicas tradicionais interpretadas pelo grupo Lakitas Sinchi Warmis.
Narrativas da Mata Atlântica
Já em 20 de setembro, Dani Mara, dos povos Borun e Pataxó, lidera a atividade “Plantando Contos: Histórias Indígenas da Mata Atlântica”. Nessa mesma data, a artista Brisa Flow encerra sua turnê “Abya Yala em Trânsito” com a exibição de um documentário e um show gratuito, trazendo à tona os trajetos e desafios enfrentados pela cultura indígena em movimento.
Diálogos sobre Racismo Ambiental
Encerrando a programação, no dia 27 de setembro, ocorre o ciclo “Museus em Diálogo”, realizado em colaboração com o Memorial da Resistência e o Museu das Favelas. A atividade inclui uma caminhada pelo centro de São Paulo, guiada por Sônia Ara Mirim e Edney Pankararu, discutindo temas cruciais como racismo ambiental, justiça climática e as resistências comunitárias frente a esses desafios.
Fortalecimento Cultural e Econômico
Ao longo de todo o mês, a Feira de Artes Manuais Indígenas se destaca, funcionando das 9h às 18h, e reunindo artesãs e artesãos de diversos povos. A feira é uma iniciativa voltada para fortalecer tanto a produção cultural quanto a econômica das comunidades indígenas, promovendo a diversidade de suas manifestações artísticas.
Os interessados podem desfrutar das atividades gratuitamente, sendo necessário retirar ingressos através do site oficial do Museu das Culturas Indígenas. A iniciativa não só celebra a cultura indígena, mas também busca ampliar o diálogo e a conscientização sobre questões ambientais e sociais urgentes.
Fonte da Notícia: https://museudasculturasindigenas.org.br/







