Ressaca no mar deixa 180 pessoas desalojadas e 7 desabrigadas em Macaé
Mais de 180 pessoas foram desalojadas e sete ficaram desabrigadas após a ressaca no mar atingir o bairro Fronteira, em Macaé, no Norte Fluminense. Os dados foram atualizados pela Prefeitura nesta segunda-feira (20).
A ressaca ocorreu durante o fim de semana e afetou uma área que já estava interditada pela Defesa Civil. As vítimas são pessoas que decidiram permanecer na região mesmo com as recomendações de evacuação.
Para ajudar os desalojados, o governo municipal está trabalhando na liberação de aluguel emergencial no valor de R$990. Os desabrigados, por sua vez, foram encaminhados para o abrigo do Hotel de Deus, enquanto as pessoas desalojadas estão recebendo atendimento no ponto de apoio montado no Centro de Convivência da Praça da Fronteira.
Situação crítica
A área afetada está localizada entre as travessas oito e 12 do bairro Fronteira e já havia sido interditada anteriormente. Durante o fim de semana, a Defesa Civil identificou e interditou 60 imóveis em situação de risco devido à ressaca. Um casa e um triplex desabaram na região.
Além dos desabamentos, foram registrados uma erosão na pista e cinco quedas de postes. Essa situação assustou os moradores da região, que agora esperam por uma solução definitiva para o problema.
Medidas tomadas e próximos passos
A Prefeitura informou que contratará um estudo técnico de oceanografia entre as travessas 1 e 14 do bairro Fronteira, para identificar e apontar as medidas necessárias para a solução definitiva do local. O objetivo é garantir que novos eventos de ressaca não causem danos às estruturas e às vidas das pessoas.
O secretário adjunto de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, explicou que as ações imediatas foram retirar as pessoas dessa área sensível e providenciar o aluguel emergencial. Além disso, as equipes estão vistoriando os imóveis para garantir que as famílias não retornem às áreas interditadas. Os desalojados também estão assinando o Termo de Autorização de Demolição (TAD) dos imóveis.
A Defesa Civil continua monitorando a região 24 horas por dia e a Marinha do Brasil já havia emitido alerta prévio sobre a ressaca. Estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias indicam que as mudanças das correntes marítimas, causadas pelo aquecimento global, refletem diretamente nas ondas. Por isso, é fundamental estudar as características do local para evitar problemas futuros.
Conscientização e prevenção
A ressaca no mar é um fenômeno natural, mas é necessário que a população esteja consciente dos riscos e siga as orientações das autoridades competentes. Evitar permanecer em áreas interditadas pela Defesa Civil é fundamental para garantir a segurança de todos.
Além disso, é importante que os governantes invistam em estudos técnicos e projetos de prevenção e contenção de danos. É necessário buscar soluções definitivas para áreas afetadas pela ressaca, visando à proteção das comunidades e à preservação do patrimônio público e privado.
A ressaca no mar é um alerta para a necessidade de cuidarmos do meio ambiente e buscarmos alternativas sustentáveis para evitar danos futuros. Ações individuais e coletivas são essenciais para minimizar os impactos das mudanças climáticas e preservar o nosso planeta.
Fonte: Guia Região dos Lagos