Metal das lâmpadas pode ser reutilizado em 5 novas tecnologias incríveis!

Európio de lâmpadas pode ser reaproveitado em novas tecnologias

Cientistas Descobrem Maneira Sustentável de Recuperar Európio de Lâmpadas Fluorescentes

Um grupo de pesquisadores da ETH Zurique desenvolveu um método inovador para reciclar európio, um metal essencial encontrado em lâmpadas fluorescentes descartadas. Essa técnica pode transformar a maneira como lidamos com resíduos eletrônicos e ajudar a mitigar a dependência de importações do metal, crucial para tecnologias modernas como telas e baterias.

Uma Solução Simples para um Problema Complexo

Tradicionalmente, a extração de európio exigia mais de 100 etapas complexas, envolvendo substâncias tóxicas e um alto consumo de energia. A equipe suíça, no entanto, conseguiu simplificar esse processo com uma única reação química seletiva. Essa nova abordagem, além de ser 50 vezes mais eficiente, dispensa o uso de materiais perigosos e pode ser realizada localmente, sem a necessidade de importar minerais.

Para se ter uma ideia, o pó de fósforo presente em lâmpadas fluorescentes possui até 17 vezes mais elementos de terras raras do que os melhores minérios naturais, o que transforma um resíduo antes considerado lixo em um recurso valioso.

A Importância do Európio no Mercado Global

Embora pouco conhecido pelo público geral, o európio tem um papel crucial em várias aplicações tecnológicas, como em televisores, lâmpadas e dispositivos móveis, além de ser componente chave em tecnologias de energia limpa. No entanto, a reciclagem deste metal ainda é mínima: na União Europeia, menos de 1% das terras raras é reaproveitado anualmente. Atualmente, a China controla 90% do mercado global, gerando uma dependência que ameaça a estabilidade da cadeia de suprimentos.

A recuperação do metal a partir de resíduos eletrônicos não só aliviaria a pressão sobre a mineração tradicional, como também diminuiria a dependência de países exportadores, oferecendo uma alternativa mais sustentável ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a geração de resíduos perigosos.

EarthSnap: A Inovadora Técnica de Extração

O novo método, batizado de EarthSnap, utiliza um pó à base de enxofre e tungstênio, desenvolvido pela pesquisadora Marie Perrin. Este composto modifica a carga elétrica do európio, permitindo sua separação dos demais componentes. Assim, é possível obter um material sólido, facilmente filtrável.

O processo ocorre em condições simples, à temperatura ambiente ou com leve aquecimento, sem a necessidade de radiação ultravioleta ou reativos agressivos. Além de eficiente, o método é sustentável, pois o reagente utilizado pode ser reutilizado diversas vezes sem perder eficácia, gerando apenas uma pequena quantidade de subproduto.

Para transformar essa inovação em uma solução prática, Perrin e o pesquisador Victor Mougel fundaram a startup REEcover, que tem como objetivo desenvolver unidades compactas para processar lâmpadas fluorescentes, enquanto planejam expandir a tecnologia para outros resíduos, como ímãs de turbinas eólicas.

Transformando Resíduos em Riqueza

A crescente quantidade de lixo eletrônico global — 62 milhões de toneladas em 2022, com projeção de 82 milhões até 2030 — contém metais valiosos que, se recuperados, poderiam financiar seu próprio descarte e reduzir a exploração de novos depósitos.

Na Suíça, os resíduos das lâmpadas fluorescentes poderiam atender toda a demanda nacional de európio, exemplificando como a reciclagem local pode transformar um passivo ambiental em um ativo econômico.

A tecnologia desenvolvida pela ETH Zurique não é apenas um avanço científico, mas um caminho viável para repensar a gestão dos recursos do planeta. Com ela, é possível reduzir a poluição, reforçar a economia circular e estimular a reciclagem regional, enquanto se abre novas oportunidades econômicas. Essa inovação sinaliza que é possível transformar lixo eletrônico em riqueza, promovendo um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Fonte da Notícia: https://ciclovivo.com.br/inovacao/tecnologia/europio-de-lampadas-pode-ser-reaproveitado-em-novas-tecnologias/

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