### Monitor Escolar é Exonerado Após Incidente com Criança Autista em Iguaba Grande
Um episódio de suposta agressão contra um aluno autista na cidade de Iguaba Grande tem gerado grande repercussão. O caso veio à tona nas redes sociais nesta terça-feira (8), mas ocorreu em 30 de junho, quando Márcia Portela, mãe de uma criança de 12 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, observou marcas de dedos roxas no braço esquerdo do filho.
#### Ação da Escola e Família
Imediatamente após a descoberta, Márcia procurou a direção da escola, que, ao constatar as marcas, fotografou os hematomas e se comprometeu a verificar as imagens das câmeras de segurança. No dia seguinte, a equipe pedagógica reuniu-se com a mãe e confirmou que um monitor da escola teria segurado o braço do aluno com força excessiva, atitude considerada desnecessária, uma vez que a criança não estava em crise ou manifestando comportamento agitado.
Conforme relatos de Márcia, o monitor foi submetido a medidas administrativas e devolvido à Secretaria Municipal de Educação ainda no mesmo dia, sendo exonerado do cargo. As imagens de vídeo, vistas também pela secretária de Educação, corroboraram a conduta indevida do funcionário.
#### Medidas Legais e Consequências Emocionais
A família tomou medidas legais, registrando um boletim de ocorrência na 129ª Delegacia de Polícia de Iguaba Grande. Além disso, o menino foi submetido a exames de corpo de delito, que confirmaram o aperto intencional como responsável pelas marcas. A situação gerou mudanças no comportamento do garoto, que apresentou dificuldades para dormir e ficou afastado da escola por uma semana.
Márcia também apontou outras falhas na conduta do monitor, incluindo o preenchimento inadequado do diário de bordo obrigatório e negligência ao deixar de acompanhar a criança até o portão de saída.
#### Ação da Prefeitura e Suporte
Em resposta, a Prefeitura de Iguaba Grande afirmou que agiu prontamente ao tomar conhecimento da situação, afastando o monitor da função e, posteriormente, exonerando-o. A administração municipal iniciou um processo administrativo para investigar o ocorrido e revisar os protocolos internos de atendimento.
As autoridades municipais destacaram seguir as normas da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e da Resolução CNE/CEB nº 4/2009. A prefeitura reiterou seu compromisso com a segurança e dignidade das crianças e enfatizou que não tolera qualquer forma de violência, especialmente contra pessoas com deficiência. Também mencionou estar monitorando o caso junto às autoridades e oferecendo apoio à família.
#### Reforço e Alerta
Márcia, preocupada com o bem-estar de outras crianças, enfatizou a importância da vigilância dos pais e responsáveis sobre sinais e comportamentos que possam indicar problemas, incentivando a busca por direitos em casos de situações que comprometam a segurança dos filhos.
A prefeitura, em nota, reafirmou seu compromisso com uma educação que valorize a inclusão, segurança e humanização dos alunos, solidarizando-se com a família e reafirmando seu objetivo de garantir um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos.
Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos








