Manifestação do Greenpeace pede por energia renovável na Praia de Copacabana
Em uma manifestação simbólica realizada na Praia de Copacabana no Dia da Independência, 7 de setembro, o Greenpeace Brasil ergueu uma faixa de 150 metros com a mensagem “Independência de Combustíveis Fósseis”. A ação visou destacar os perigos da expansão da exploração de petróleo no Brasil, especialmente na Bacia da Foz do Amazonas, e cobrar uma urgente transição energética.
Protesto contra exploração de petróleo na Amazônia
A manifestação atraiu a atenção de moradores e turistas que passavam pelo icônico cartão-postal do Rio de Janeiro. Com letras gigantes, a faixa serviu como um alerta sobre a dependência do Brasil em relação aos combustíveis fósseis, mesmo frente à crescente emergência climática global. Mariana Andrade, porta-voz da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, ressaltou a necessidade de refletir sobre a verdadeira autonomia energética no Dia da Independência. Ela enfatizou que a verdadeira independência seria a libertação dos combustíveis fósseis, uma vez que o país carece de um plano de transição energética eficaz.
O Greenpeace criticou veementemente os planos do governo e da Petrobras de avançar com perfurações em novas áreas na Margem Equatorial, como o Bloco 59. No final de agosto, a Petrobras conduziu testes operacionais supervisionados pelo Ibama para explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A organização ambientalista classificou a iniciativa como um “teatro caro e fúnebre”, alertando que se trata de uma decisão perigosa para o futuro da Amazônia.
Impactos ambientais e sociais
Para o Greenpeace, abrir novas áreas para exploração de petróleo não atende às necessidades energéticas do Brasil, mas sim perpetua um modelo extrativista voltado para a exportação. Essa abordagem ameaça ecossistemas marinhos e comunidades costeiras, enquanto diminui as chances de desenvolvimento sustentável.
Mariana Andrade destacou que a contínua exploração de petróleo aprofunda desigualdades sociais e ignora alternativas sustentáveis que já existem na região. Na visão da organização, explorar petróleo na Amazônia é um retrocesso que compromete a credibilidade do Brasil em negociações climáticas internacionais, além de colocar em risco a rica biodiversidade e as comunidades locais.
Urgência na transição energética
O Greenpeace Brasil tem reiterado a urgência de o país reduzir sua dependência de petróleo e investir em fontes de energia renovável. A implementação de marcos regulatórios que incentivem a transição energética é vista como essencial, além de respeitar os direitos das comunidades tradicionais e preservar os ecossistemas.
Para Mariana, continuar explorando petróleo é desconsiderar os alertas sobre a necessidade de proteger a Amazônia e suas comunidades. “Seguir com a promessa de explorar até a última gota é ignorar todos os alertas a respeito da proteção da Amazônia, suas comunidades e ecossistemas. Abrir novos poços de petróleo aumenta o risco de desastres ambientais, agrava a crise climática e aprofunda as desigualdades”, concluiu.
A manifestação em Copacabana faz parte de um esforço global do Greenpeace para alertar sobre os riscos do atual modelo energético e promover uma independência real por meio de energias renováveis. O chamado é para que o Brasil exerça uma liderança climática global, alinhada a um futuro mais sustentável e justo para todos.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/acao-do-greenpeace-pede-independencia-de-combustiveis-fosseis/)







