Garimpo coloca em risco árvores gigantes na Amazônia: saiba mais!

Garimpo ameaça árvores gigantes na Amazônia

### Árvores Gigantes da Amazônia: Riscos e Ameaças Persistentes

As majestosas árvores da Amazônia, algumas alcançando até 88 metros de altura, permanecem sob sérias ameaças devido à mineração ilegal, desmatamento e grilagem de terras. A campanha “Proteja as Árvores Gigantes”, liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos, em parceria com mais de 20 organizações ambientais, destaca a urgência em proteger essas estruturas monumentais da natureza. O movimento divulgou, em 22 de agosto deste ano, uma nota técnica solicitando medidas de proteção, que será encaminhada tanto a entidades estaduais quanto federais.

### A Importância das Unidades de Conservação

Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró-UC e articuladora da campanha, enfatiza a necessidade de ações concretas. “É imprescindível que a presença do Estado assegure que as unidades de conservação cumpram sua função de proteger essas árvores de forma integral”, afirma. Com a Conferência do Clima da ONU (COP30) se aproximando, o Brasil deve garantir que sua biodiversidade seja preservada e não apenas exibida como símbolo de grandeza.

### Descobertas e Desafios na Proteção

Essas árvores, descobertas em 2022 por meio de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), têm entre 400 e 600 anos. A mobilização já alcançou êxitos significativos, como o cancelamento de cerca de 500 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) ilegais no Pará e a criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia em setembro de 2024.

Localizado em Almeirim, no Pará, o parque possui uma área de 560 mil hectares e é lar do maior angelim-vermelho registrado no Brasil, com impressionantes 88,5 metros de altura. No entanto, a gestão do parque enfrenta desafios devido à insuficiência de recursos humanos, já que apenas um profissional é responsável por essa e outras três unidades de conservação, abrangendo um total de 7 milhões de hectares.

### Ameaças no Amapá e Medidas Propostas

No Amapá, a situação é igualmente preocupante. A segunda maior árvore do país, com 85,44 metros, está situada em uma área vulnerável da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru. A proximidade de um garimpo ilegal representa uma ameaça iminente à região. O Ministério Público do Amapá já recomendou que sete dessas árvores sejam tombadas como patrimônio natural. Ambientalistas, entretanto, defendem que apenas a criação de unidades de conservação de proteção integral poderá garantir a preservação efetiva desses gigantes.

### Significado Ecológico e Científico

Essas árvores são testemunhos vivos da história climática da região, acumulando até 80% da biomassa de carbono de um hectare. A pesquisa que revelou sua existência utilizou tecnologia de sensoriamento remoto e mais de 900 voos, analisando apenas 1% da floresta. Isso levanta a preocupação de que muitos outros espécimes gigantes possam ter sido perdidos antes mesmo de serem identificados.

### Esperanças para o Futuro

O pesquisador Robson Lima, da Universidade Estadual do Amapá (UEAP), está otimista quanto à possibilidade de descobrir mais árvores gigantes na Amazônia. “Encontrar uma árvore com 60 metros já é raro. Estamos investigando os fatores que causaram esse fenômeno de gigantismo e esperamos encontrar muitas outras árvores gigantes, inclusive maiores que 88 metros”, afirma ele.

A preservação dessas árvores não é apenas importante para o ecossistema amazônico, mas também para a ciência, com potencial para proporcionar valiosos insights sobre mudanças climáticas e biodiversidade. O desafio agora é proteger essas riquezas naturais contra as ameaças cada vez mais intensas, garantindo que estas árvores possam continuar a inspirar e ensinar futuras gerações.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/crise-climatica/garimpo-ameaca-arvores-gigantes-na-amazonia/)

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