**Mudança nas Emissões Globais: EUA Aumentam, China Reduz Emissões de CO2**
Nos primeiros seis meses de 2025, um levantamento do Carbon Monitor, que conta com a colaboração da Universidade Tsinghua e outras instituições internacionais, revelou uma significativa mudança no cenário global de emissões de gases de efeito estufa entre os Estados Unidos e a China. Enquanto as emissões norte-americanas registraram um aumento de 4,2%, as chinesas diminuíram 2,7%, comparando com o mesmo período do ano anterior.
Transformação nas Emissões dos Principais Poluidores
A principal redução das emissões chinesas ocorreu nos setores de energia e indústria, que caíram 1,4%, enquanto os outros ramos econômicos mantiveram um nível estável. Por outro lado, os Estados Unidos, juntamente com Japão e Brasil, observaram um aumento nas emissões em toda a economia. Nos EUA, destaca-se um acréscimo de 2% no transporte terrestre e 1,3% no setor energético.
No âmbito global, a Espanha liderou o aumento de emissões com 6%, seguida pelo Brasil com 5,6%, Alemanha com 5,2% e a União Europeia junto ao Reino Unido com 4,6%.
Invertendo Tendências Históricas
Historicamente, a China era criticada por não conseguir reduzir suas emissões, o que levava os EUA a justificar suas ações por esse motivo. A China, no entanto, conseguiu uma queda de 2,6% no consumo de carvão no início deste ano, impulsionada pelo crescimento da energia solar. Em maio, foram adicionados 92 gigawatts de capacidade solar, um recorde em comparação com os 134GW dos EUA ao longo da história.
Estas mudanças indicam uma potencial nova tendência, embora seja cedo para afirmar se as emissões chinesas atingiram um pico permanente. Glen Peters, do Centro de Pesquisa Climática Internacional, destacou que as emissões chinesas ainda podem ser influenciadas por vários fatores, como o clima e a economia.
Investimento Recorde em Energias Renováveis
De acordo com a BloombergNEF, o investimento em projetos de energia renovável alcançou US$ 386 bilhões no primeiro semestre de 2025, aumentando 10% comparado ao ano anterior, apesar da redução de 36% nos Estados Unidos. Essa queda se deve principalmente a políticas menos favoráveis às renováveis.
Embora o investimento tenha subido, o financiamento acabou diminuindo. O apoio a grandes projetos solares e eólicos caiu 13% em relação ao ano anterior, sendo a menor participação desde 2006. Contudo, o crescimento de projetos menores conseguiu balancear essa queda.
Crescimento da Energia Eólica Offshore
Ainda assim, a energia eólica offshore provou ser uma exceção, recebendo US$ 39 bilhões em investimentos na primeira metade do ano. Isso representa um aumento em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado por grandes projetos e leilões governamentais.
Nos Estados Unidos, a crise se intensifica com as incertezas políticas e os “tarifaços” implementados, resultando em um comprometimento abaixo de US$20,5 bilhões. Esse cenário coloca os EUA e a China em trajetórias opostas, com os chineses investindo em tecnologias mais limpas e os americanos mantendo um foco mais tradicional na energia.
A transição para energias limpas na China contrasta com as políticas norte-americanas, que, segundo o cientista Rob Jackson, indicam uma direção oposta. O futuro dessas tendências ainda é incerto, mas as mudanças já são evidentes no cenário global.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/crise-climatica/mudancas-nas-emissoes-globais-de-co2-eua-sobem-e-china-cai/)







