COP30 em Belém se prepara para ser um marco na luta climática global
A cidade de Belém, no Pará, será o palco da COP30 em novembro de 2025, evento que promete ser crucial no enfrentamento da crise climática mundial. Sob o comando do embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, a conferência tem sido objeto de intensas discussões e preparativos, visando mobilizar a comunidade internacional para ações concretas. Corrêa do Lago tem lançado uma série de cartas pedindo atualizações nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países e convocando o setor privado a intensificar seus compromissos com a transição climática.
NDCs ainda são um desafio para muitos países
Apesar da urgência, cerca de 80% dos países signatários do Acordo de Paris ainda não apresentaram suas metas para 2035. O relatório de síntese da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), previsto para outubro de 2025, depende dessas novas metas para fundamentar as discussões da COP30. Durante a Conferência em Bonn, conhecida como SB62, foram observadas divergências significativas entre os países sobre o cumprimento dos objetivos climáticos, destacando a necessidade de diálogo aberto e inovador para avançar na questão.
O papel do financiamento climático
O financiamento climático é um dos pontos mais delicados das negociações, principalmente após as conversas sobre o Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NCQG) em Baku. Caroline Rocha, do Instituto LACLIMA, menciona a frustração que emerge da discrepância entre valores prometidos por nações desenvolvidas e os realmente entregues aos países em desenvolvimento. Esse desequilíbrio afeta a capacidade global de reação às mudanças climáticas, principalmente nas nações mais vulneráveis economicamente.
Consultas da Presidência e a expectativa para a COP30
Para antecipar negociações e construir consensos antes da conferência, a Presidência da COP30 anunciou as Consultas da Presidência, encontros que ocorrerão de forma virtual e presencial. Essas reuniões têm o objetivo de discutir cinco pilares centrais da conferência: mitigação, adaptação, meios de implementação, transição justa e o Balanço Global (Global Stocktake – GST). As datas confirmadas para estas consultas incluem eventos em Nova York em setembro de 2025, em Brasília em outubro e finalmente em Belém, na véspera do evento.
Setor privado convocado a liderar
A 7ª Carta da Presidência enfatizou a importância do papel do setor privado na transição climática. André Corrêa do Lago apelou para que empresas se envolvam na Agenda de Ação da COP30, contribuindo com planos de transição climática concretos e colaborando para fazer frente aos desafios ambientais globais. Ele destacou que a ação climática deve ser encarada como uma oportunidade de negócios, com soluções e parcerias estrategicamente articuladas na COP30.
Caminhos para uma COP30 histórica
A expectativa é que a COP30 seja um evento histórico, com foco na urgência, cooperação internacional e protagonismo coletivo. Temas transversais como o plano de ação de gênero, a participação de povos indígenas e comunidades locais, além do fortalecimento do multilateralismo, serão também debatidos. A conferência busca alinhar os interesses internacionais para garantir um futuro sustentável e habitável para todas as nações.
A COP30, portanto, não apenas representa um fórum de discussão climática, mas um chamado à ação e colaboração global. Esta é uma oportunidade para todas as partes envolvidas se comprometerem com metas ambiciosas e concretas, promovendo uma transformação significativa em direção a um mundo mais sustentável e seguro para as futuras gerações.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/cop30/presidencia-da-cop30-cobra-acao-climatica-de-paises-e-empresas/)







