Cabo Frio: Mulheres reclamam de falta de atendimento na DEAM em agosto lilás

AGOSTO LILÁS/ Mulheres denunciam falta de atendimento no contato da DEAM de Cabo Frio — RC24H

Atenção voltada para a violência contra a mulher em Cabo Frio no Agosto Lilás

Durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e combate à violência contra a mulher, surgem preocupações sobre a eficácia dos canais de atendimento em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Denúncias destacam falhas nos serviços da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) da cidade, agravando a situação de vulnerabilidade das vítimas.

Problemas de comunicação na DEAM de Cabo Frio

Um teste realizado com os canais de comunicação da DEAM revelou a ineficácia dos meios divulgados para contato. A ligação ao número 180, serviço nacional do Governo Federal, foi prontamente atendida e orientou que o canal pode ser utilizado em todo o território nacional e por mulheres no exterior via WhatsApp. Contudo, ao tentar o contato com a DEAM de Cabo Frio por números encontrados no Google e no Instagram oficial da delegacia, não houve qualquer retorno, mesmo com repetidas tentativas.

A Polícia Civil esclareceu, em resposta oficial via e-mail, que os números anteriormente divulgados não são mais operacionais para atendimento ao público desde fevereiro, sendo agora reservados para comunicação interna. O número atualmente em uso para informações gerais e apoio é o (22) 99262-7100, mas não estava disponível em fontes pesquisáveis online ou nas páginas oficiais da delegacia, situação que foi corrigida apenas após o contato da reportagem. Para emergências, recomenda-se contatar o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), além do já mencionado 180.

Desafios enfrentados por vítimas

O acesso dificultado aos serviços tem impacto direto na vida das vítimas de violência. Uma mulher, que optou pelo anonimato, relatou sua experiência frustrante ao buscar assistência na DEAM de Cabo Frio. Segundo ela, além da falta de orientações, um policial tentou dificultar o registro do boletim de ocorrência contra o pai de sua filha em 2022. Apenas com a intervenção de uma advogada, sensibilizada pelo caso, a vítima conseguiu avançar com a denúncia, embora o processo tenha deixado marcas psicológicas profundas.

A vítima destacou que, em sua experiência, o apoio mais consistente veio de entidades municipais, como o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), onde foi bem atendida por uma advogada. Entretanto, ela observa que o CEAM não mantém o contato após a primeira assistência. Por sua vez, a Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal tem se mostrado eficiente, mantendo contato contínuo e realizando rondas nas proximidades de sua residência, mesmo sem solicitações diretas.

Reflexões sobre a proteção às mulheres na Região dos Lagos

O cenário exposto em Cabo Frio reflete a urgência de reforçar os canais de denúncia e apoio às mulheres em situação de violência, especialmente durante o Agosto Lilás. A indisponibilidade de informações atualizadas sobre os contatos da DEAM, crucial para o atendimento ágil e eficaz em momentos de crise, evidencia lacunas na rede de proteção que precisam ser urgentemente sanadas.

O caso enfatiza a importância de garantir que as vítimas tenham acesso fácil e imediato aos serviços necessários, fortalecendo, assim, a confiança nos mecanismos de proteção oferecidos pelo poder público e pelas redes de apoio. É fundamental que iniciativas como o Agosto Lilás não apenas conscientizem, mas também tragam melhorias palpáveis nos sistemas de apoio às mulheres, principalmente em regiões como Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://guiaregiaodoslagos.com.br/)

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Editorial GRDL

Editorial do Guia Região dos Lagos

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