20% das crianças não brincam fora de casa nem nos fins de semana!

pintura Recife

Declínio nas Atividades ao Ar Livre Preocupa Saúde das Crianças na Inglaterra

Um estudo recente realizado na Inglaterra traz à tona preocupações significativas sobre a diminuição das brincadeiras ao ar livre entre as crianças. Conforme a pesquisa, mais de um terço das crianças não participa de atividades externas após o horário escolar, enquanto uma em cada cinco não se engaja em tais atividades nem mesmo nos fins de semana. Esses dados levantam sérias preocupações sobre o impacto na saúde física e mental das crianças.

Importância da Atividade ao Ar Livre

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Exeter e publicada na revista Wellbeing, Space and Society, aponta que 34% das crianças evitam brincar ao ar livre nos dias de aula e 20% delas mantêm esse comportamento aos finais de semana. Estudos anteriores já demonstraram que atividades externas são cruciais para o desenvolvimento social e emocional, com evidências de que tais práticas são associadas a melhores habilidades sociais e menos problemas comportamentais e emocionais.

Padrões entre Diferentes Grupos

O levantamento também identificou variações significativas no comportamento de diferentes grupos étnicos. Crianças de origem britânica tendem a brincar mais ao ar livre durante a semana escolar, enquanto aquelas de origem sul-asiática concentram essas atividades nos fins de semana. Além disso, a pesquisa revela que crianças de comunidades menos carentes desfrutam mais dos benefícios das brincadeiras ao ar livre em comparação com aquelas que vivem em áreas mais vulneráveis.

Preocupações dos Especialistas

“Brincar ao ar livre é essencial para o desenvolvimento das crianças, e a descoberta de que muitas não participam regularmente dessas atividades é alarmante”, destaca o Dr. Mark Ferguson, pesquisador principal do estudo. Ele acrescenta que a falta de atividades ao ar livre está associada a problemas de saúde, como obesidade, ansiedade e depressão.

Para enfrentar essa situação, Ferguson sugere a implementação de medidas que promovam atividades externas, como a criação de zonas residenciais amigáveis ao lazer e ambientes urbanos seguros. “É vital considerar as diferenças culturais e envolver as comunidades para que essas iniciativas tenham êxito”, ressalta o pesquisador.

Detalhes do Estudo

O estudo abrangeu 2.568 crianças, com idades entre 7 e 12 anos, participantes do programa multiétnico “Born in Bradford”, que monitora a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar de mães e filhos desde a gravidez.

Rosie McEachan, professora e diretora do programa, enfatiza a necessidade de reduzir o tempo de tela e incentivar as brincadeiras ao ar livre como forma de melhorar a saúde mental infantil. “Em Bradford, somos privilegiados por ter muitos parques e áreas verdes. As ruas dos nossos bairros são igualmente importantes e devem ser espaços seguros e livres de trânsito e poluição para as crianças”, explica McEachan.

Os pesquisadores mensuraram as habilidades socioemocionais através da pontuação total de dificuldades, obtida por questionários respondidos pelos pais. Os resultados reforçam que atividades ao ar livre promovem habilidades socioemocionais, sociabilidade e aventuras, sublinhando a necessidade de expandir o acesso seguro a espaços externos.

As informações são da Universidade de Exeter

Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos

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