São Pedro da Aldeia Intensifica Conscientização sobre Violência contra a Mulher em Parceria com a Marinha
São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, realizou uma ação significativa voltada para o fortalecimento da Rede de Proteção à Mulher, através de uma colaboração entre a administração municipal e a Marinha do Brasil. A iniciativa ocorreu na última quarta-feira, 27 de setembro, com a participação da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM Daiana Borges), em um evento promovido pelo Núcleo de Assistência Social do Comando da Força Aeronaval.
Conscientização e Discussão Aberta
Durante o encontro, que contou com o apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), foram discutidos tópicos cruciais sobre violência de gênero. A programação incluiu uma palestra informativa, seguida por um espaço aberto para perguntas, permitindo aos participantes tirar dúvidas e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. Para ampliar o alcance da mensagem, foram distribuídos panfletos nos principais acessos da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, conscientizando ainda mais o público presente.
Dados Alarmantes sobre Violência contra a Mulher
Rosana Andrade, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, apresentou dados alarmantes extraídos do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Segundo o relatório, 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto 3.870 sofreram tentativas de feminicídio no ano passado. A violência psicológica também registrou um aumento significativo, com 51.866 casos relatados. As estatísticas ressaltam que 63,6% das vítimas são mulheres negras, entre 18 e 44 anos, e 64,3% das mortes ocorreram no ambiente doméstico. Além disso, o estudo aponta 87.545 registros de estupro de vulneráveis, o maior número já documentado, evidenciando que a cada 11 minutos, uma mulher sofre estupro no Brasil.
A Importância da Mobilização Social
Rosana ressaltou a importância da mobilização social na luta contra a violência doméstica. Para ela, é crucial que a sociedade esteja informada sobre os diferentes tipos de violência – psicológica, física, patrimonial, sexual e moral – e as etapas do ciclo de violência. “A denúncia não deve partir apenas da vítima; qualquer pessoa que presencie uma situação de violência doméstica deve pedir ajuda. Esta atitude pode salvar vidas”, enfatizou.
Apoio às Vítimas e Estrutura de Atendimento
Luciana de Oliveira, coordenadora do CEAM Daiana Borges, apresentou a organização e a equipe do centro, reiterando o compromisso de oferecer suporte às mulheres que desejam romper o ciclo da violência. Ela destacou a importância de ampliar essa informação em diversos espaços sociais, como instituições religiosas e unidades de saúde, para assegurar que todas as mulheres saibam como e onde buscar ajuda.
Esclarecimentos sobre a Lei Maria da Penha
A delegada Aline Vilas Boas Hacker Alvarenga reforçou, em sua explanação, os aspectos legais que configuram a aplicação da Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. Ela esclareceu que a proteção da lei é garantida a toda mulher, independentemente de quem seja o agressor, que pode ter ou não vínculo consanguíneo com a vítima. Casos envolvendo parentes próximos, como mãe, filha, avó, ou até mesmo empregadores contra empregadas domésticas, também se enquadram na legislação.
Marinha do Brasil: Compromisso com a Causa
A Capitã-Tenente Moíra, assistente social da Força Aeronaval, destacou a importância de envolver os militares em discussões sobre violência doméstica, enfatizando que essa questão deve ser tratada de forma contínua. “O trabalho em rede é essencial, e a Marinha está comprometida em colaborar na luta contra a violência de gênero,” afirmou.
Guardas civis e representantes da DEAM também marcaram presença no evento, reforçando a necessidade de envolver toda a comunidade na busca por soluções efetivas para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos







