Quem é o advogado da Rumble e da Trump Media que Bolsonaro procurou?

Quem é o advogado da Rumble e da Trump Media, para quem Bolsonaro pediu ajuda

Investigação da Polícia Federal Revela Advogado de Jair Bolsonaro com Conexão Internacional

Martin De Luca, advogado norte-americano fluente em português, ganhou destaque após a Polícia Federal divulgar um relatório no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro teria buscado sua orientação. De Luca é advogado de duas importantes plataformas de mídia, a Rumble e a Trump Media & Technology Group, ambas associadas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sua experiência e influência no campo jurídico internacional chamam a atenção.

Histórico Profissional de Martin De Luca

Formado pela Universidade Fordham, em Nova York, em 2010, De Luca é sócio do renomado escritório Boies Schiller Flexner. A firma tem filiais na Albânia e Itália, mas ele atua na sede em Nova York, liderando a área de Clientes Privados Internacionais. Além de sua atuação nos Estados Unidos, De Luca morou no Brasil por cinco anos, reforçando sua conexão com o país.

No LinkedIn, De Luca se descreve como um “litigante experiente” e consultor de confiança para indivíduos de alto patrimônio, líderes políticos, empresas e governos envolvidos em disputas e investigações complexas e multijurisdicionais. Antes de assumir seu atual cargo, ele foi promotor no Departamento de Justiça dos EUA, em Nova York.

O Conflito Judicial de Rumble e Trump Media com o STF

A Rumble, plataforma de vídeos semelhante ao YouTube, está em litígio com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação judicial, iniciada em fevereiro de 2025, alega censura e possui o apoio da Trump Media & Technology Group. As empresas argumentam que as ordens de Moraes para remoção de contas da Rumble não devem ter validade nos Estados Unidos.

A popularidade da Rumble entre conservadores americanos cresceu especialmente a partir de 2021. Em julho do mesmo ano, a plataforma e a Trump Media moveram uma nova ação contra Moraes após a suspensão de um usuário. Esse cenário evidencia a tensão entre a rede social e o judiciário brasileiro.

Evolução da Plataforma Rumble

Fundada em 2013, a Rumble inicialmente era conhecida por vídeos virais de gatinhos. Contudo, sua relevância aumentou significativamente após a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, por apoiadores de Trump, que buscavam impedir a certificação de Joe Biden. Posteriormente, Trump foi banido de várias redes sociais, o que impulsionou o uso da Rumble como um espaço de “liberdade de expressão”.

A plataforma atraiu muitos usuários insatisfeitos com a suposta censura de outras redes sociais durante a pandemia, consolidando-se como um refúgio para discursos conservadores. A partir desse momento, a Rumble experimentou um crescimento exponencial, sendo avaliada em meio bilhão de dólares.

Parcerias e Controvérsias

A relação da Rumble com Trump e seu círculo é sólida. A Truth Social, rede social criada por Trump, tornou-se anunciante da Rumble em 2021. Além disso, o vice-presidente de Trump, J.D. Vance, e Peter Thiel, influente investidor, estão entre os que investiram na Rumble.

A empresa também esteve envolvida em episódios polêmicos, como a recusa em atender ao Parlamento britânico para interromper a monetização do canal de Russell Brand, acusado de agressão sexual. O CEO da Rumble, Chris Pavlovski, defendeu que ceder à “cultura do cancelamento” contrariaria os princípios da plataforma.

Ao longo dos anos, a Rumble tem se estabelecido como um importante player no campo das mídias digitais, especialmente entre aqueles que sentem suas vozes silenciadas em outras plataformas.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2025/08/21/quem-e-o-advogado-da-rumble-e-da-trump-media-para-quem-bolsonaro-pediu-ajuda.ghtml)

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Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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