Policial é denunciado por constrangimento ao invadir posto de saúde em Maricá

PM é denunciado por constrangimento ilegal após invadir posto de saúde para confrontar vigilante em Maricá — RC24H

Policial Militar Denunciado por Invadir Posto de Saúde em Maricá e Ameaçar Vigilante

Em Maricá, Região dos Lagos, um incidente envolvendo um policial militar e um posto de saúde local culminou em uma denúncia por constrangimento ilegal. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou a denúncia contra Everthon Silva dos Santos, acusado de ter invadido armado a unidade de saúde situada no bairro Itaipuaçu em dezembro de 2022.

Confronto no Posto de Saúde

O caso foi remetido à 2ª Promotoria de Justiça, que levou a denúncia à Auditoria da Justiça Militar. Na quarta-feira (13), o órgão aceitou o processo, que detalha o ocorrido no dia 12 de dezembro do ano passado. De acordo com as informações levantadas, Everthon, portando um fuzil, dirigiu-se ao posto para confrontar um vigilante após uma desavença envolvendo sua família.

Desentendimento e Retorno Armado

O desentendimento teve início quando a esposa e a filha do policial foram ao local. A paciente, sua filha, foi classificada como “sem urgência” no atendimento, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. Insatisfeito com o tempo de espera, o policial, que estava presente como acompanhante, teria se exaltado e exigido uma atenção imediata.

Após a primeira visita, a paciente voltou ao posto, desta vez acompanhada pelo pai, Everthon, que estava fardado e com o rosto coberto por uma touca. Testemunhas relataram que ele teria proferido ameaças ao vigilante da unidade, dizendo para “tomar cuidado, pois Itaipuaçu era pequeno”.

Ataque ao Direito do Vigilante

Além das ameaças, o policial é acusado de ter confiscado o celular do vigilante, que tentava registrar a placa da viatura utilizada por Everthon. Essa atitude agressiva está sendo tratada como um possível abuso de poder, especialmente considerando o uso da arma de fogo e a violação do dever funcional do militar.

Consequências Legais

O crime de constrangimento ilegal, conforme descrito pelo Ministério Público, pode acarretar uma pena de detenção que varia de três meses a um ano. As investigações ainda podem agregar fatores agravantes ao caso, dado o contexto e as circunstâncias de abuso de autoridade.

O episódio em Maricá ilustra uma preocupação recorrente com a conduta de autoridades em situações de conflito. A denúncia serve como um alerta para a importância da manutenção de condutas éticas e legais por parte de servidores públicos, especialmente em cenários que demandam equilíbrio e justiça.

Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos

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Editorial do Guia Região dos Lagos

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