Personal trainer e PM presos em Maricá por exploração sexual

Personal trainer e PM são presos em Maricá suspeitos de integrar rede de exploração sexual de adolescentes — RC24H

Um personal trainer foi preso nesta quarta-feira (28) em Maricá, no bairro Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, sob suspeita de integrar um esquema de exploração sexual de adolescentes. A investigação aponta que uma das vítimas era coagida a se encontrar com diversos homens, e o suspeito a buscava perto da escola para levá-la aos locais dos abusos.

A ação faz parte da Operação NXIVM, que investiga crimes de violência sexual contra menores, incluindo estupros coletivos, tortura, ameaças e chantagens. Segundo a polícia, os suspeitos gravavam os abusos e usavam os vídeos para chantagear as vítimas, mantendo-as sob controle e obrigando-as a novas violências. O grupo se autodenominava “senhores” e chamava as adolescentes de “escravas”, conforme os investigadores.

Prisão de policial militar também foi realizada

A operação também prendeu um policial militar que residia em Maricá. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, confirmou o cumprimento do mandado contra o agente. A corporação afirmou que acompanha o caso e adotará medidas administrativas e disciplinares conforme a apuração.

O policial também atuava como segurança particular de um deputado federal eleito. Em nota, o parlamentar repudiou qualquer forma de violência ou exploração sexual de crianças e adolescentes e informou que afastou o profissional da função. Ele acrescentou que cabe à polícia dar continuidade às investigações e à Justiça decidir sobre as punições.

Ao todo, foram expedidos mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, cumpridos em Maricá, Niterói e São Gonçalo. A operação foi conduzida pela 74ª DP, com apoio de outras unidades e da Corregedoria-Geral da PM. O balanço aponta oito prisões, sendo sete nesta quarta-feira.

A Polícia Civil informou que a investigação continua para analisar provas, esclarecer a participação de cada suspeito e identificar possíveis novas vítimas. A reportagem tentou contato com as defesas dos investigados, mas não conseguiu localizá-las. O espaço segue aberto para manifestações.

A apuração começou em julho, após a prisão de um assessor parlamentar que trabalhava na Câmara Municipal de Niterói. O caso chegou à 74ª Delegacia de Polícia (Alcântara) depois que uma adolescente procurou a unidade acompanhada dos pais para denunciar as violências sofridas.

Fonte: RC24H

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Editorial GRDL

Editorial do Guia Região dos Lagos

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