Nomes de Peso Aparecem em Novos Documentos sobre Jeffrey Epstein
Em um novo capítulo das investigações sobre Jeffrey Epstein, bilionário envolvido em escândalos sexuais, nomes importantes como Elon Musk e o príncipe Andrew aparecem em documentos revelados recentemente por membros do Partido Democrata nos Estados Unidos. Esses papéis foram entregues ao Comitê de Supervisão da Câmara e apontam para convites e deslocamentos que ligam essas figuras ao envolvimento com Epstein.
Participações e Negativas
Os documentos incluem um convite feito a Musk em dezembro de 2014 para visitar a ilha privada de Epstein. Embora o próprio Musk tenha afirmado anteriormente que o convite foi recusado, a menção ainda gera repercussão. Já o príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III, foi listado em um manifesto de voo que registra sua presença em um avião de Nova Jersey para a Flórida, em maio de 2000. Andrew sempre negou as alegações de má conduta.
Além de mensagens telefônicas e registros de voos, os documentos também contêm referências a encontros com outras personalidades, como Peter Thiel e Steve Bannon, antigo assessor de Donald Trump. Importante destacar que as evidências não indicam que as pessoas mencionadas sabiam das atividades ilícitas que levaram Epstein à prisão.
Múltiplas Referências de Encontros
Entre as informações coletadas estão registros de encontros planejados com personalidades influentes. Em novembro de 2017, havia um almoço programado com Thiel, enquanto um café da manhã com Bannon estava previsto para fevereiro de 2019. Bill Gates também aparece nos arquivos, com um encontro marcado para dezembro de 2014. Gates já teria reconhecido que esse contato com Epstein foi um erro.
Em outros trechos, embora censurados em parte, há menções de pagamentos feitos para “massagens” associadas a um “Andrew”, no mesmo período das viagens registradas do príncipe Andrew aos Estados Unidos. Contudo, a identidade do “Andrew” permanece incerta.
Implicações Políticas e Sociais
Os democratas defendem a divulgação dos documentos como um meio de trazer justiça para as vítimas de Epstein, destacando os laços que o financiador tinha com indivíduos poderosos. A porta-voz dos democratas no comitê sublinhou a necessidade de transparência e pediu mais documentos à procuradora-geral dos EUA.
Por outro lado, os republicanos acusaram os democratas de politizar o caso, colocando interesses partidários acima das vítimas. Além disso, prometeram liberar a íntegra dos documentos envolvidos.
Epstein, vale lembrar, cometeu suicídio em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por crimes de tráfico sexual. Antes disso, ele já havia firmado um acordo em 2008, após acusações de abuso.
As revelações recentes reafirmam os impactos de longo prazo que o caso Epstein continua a ter, não apenas no meio legal, mas também nas esferas política e social. Para muitos, o caso representa um chamado à responsabilidade e à atuação contra crimes sexuais, independentemente das influências ou poder dos envolvidos.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/27/o-que-arquivos-de-epstein-dizem-sobre-elon-musk.ghtml)







