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Os 5 principais marcos, erros e vitórias do sistema atual

marcos, falhas e sucessos do sistema

Windows 10: Uma Década de Transformações e Desafios

Em 29 de julho de 2015, a Microsoft deu um passo importante ao lançar o Windows 10, mudando o paradigma de lançamentos espaçados para um modelo de atualizações contínuas, conhecido como Windows as a Service. Esse movimento veio em resposta às críticas ao Windows 8, buscando oferecer uma combinação entre a interface moderna dos blocos dinâmicos e o clássico menu Iniciar, otimizando a experiência para usuários de teclado e mouse.

O Caminho do Windows 10: Inovações e Adesão

Apresentado como a “última versão do Windows”, o Windows 10 permaneceu relevante, mesmo após a introdução do Windows 11. A Microsoft, apesar de continuar com as atualizações regulares, busca incentivar a transição de usuários para o Windows 11 antes do término do suporte ao Windows 10, previsto para outubro de 2025.

Nos seus primeiros anos, o Windows 10 trouxe a novidade de atualização gratuita para usuários do Windows 7 e 8, inicialmente por um período de um ano, mas na prática, essa atualização gratuita se estendeu até 2023. Essa estratégia ajudou na rápida adoção do sistema, que chegou a 100 milhões de dispositivos em apenas dois meses. A ferramenta Get Windows 10 (GWX), que pressionava usuários a atualizarem, foi controversa e gerou críticas, devido a atualizações realizadas sem consentimento explícito.

Telemetria e Atualizações: Uma Questão de Privacidade

O Windows 10 enfrentou críticas pela sua política de coleta de dados, conhecida como telemetria, o que gerou desconfiança sobre privacidade. Em resposta, a Microsoft introduziu o Diagnostic Data Viewer, que permitia aos usuários visualizarem os dados coletados, e passou a oferecer diferentes níveis de coleta.

Além disso, a Microsoft implementou um ritmo de duas grandes atualizações anuais, a partir de 2015. No entanto, o sistema sofreu um revés em 2018, quando uma atualização apagou arquivos dos usuários, levando a empresa a rever sua estratégia e reduzir para uma grande atualização por ano.

OneCore e UWP: Aposta no Universal

Outro aspecto inovador do Windows 10 foi o conceito de OneCore, um núcleo unificado que visava funcionar em múltiplos dispositivos, como PCs, Xbox e smartphones, promovendo o desenvolvimento da plataforma Universal Windows Platform (UWP), para aplicativos versáteis. No entanto, o Windows 10 Mobile, parte desta estratégia, fracassou e foi descontinuado em 2017, enfraquecendo a adoção da UWP.

Fluent Design e Recursos Abandonados

Em 2017, a Microsoft introduziu o Fluent Design System, um conceito visual renovado que prometia adicionar profundidade e animações à interface do Windows. Contudo, essas mudanças foram discretas e, mesmo no Windows 11, muitos desses conceitos ainda não foram totalmente implementados.

Algumas funcionalidades do Windows 10 não tiveram sucesso, como o My People, que permitia interações diretas com contatos na barra de tarefas, e o navegador Edge baseado em UWP, que foi substituído pela versão baseada em Chromium.

Windows 10: Um Legado de Evolução

Durante uma década, o Windows 10 foi um campo fértil para inovações e ajustes. Ele trouxe ferramentas como o app Seu Telefone, melhorando a integração com dispositivos Android, e ajustou o navegador Edge. Embora vislumbrado como o “último Windows”, o Windows 10 pavimentou o caminho para o Windows 11, deixando um impacto considerável na experiência dos usuários.

A Microsoft continua a evoluir sua plataforma, refletindo sobre os acertos e erros do Windows 10, que, sem dúvida, moldou o Windows que conhecemos hoje.

Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos

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Foto de Felipe Rabello

Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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