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Novo Atlas revela 5 rotas de aves migratórias ameaçadas nas Américas

aves migratórias

Uma inovadora plataforma online, que mapeia rotas de 89 espécies de aves migratórias nas Américas, foi lançada na quinta-feira (26) durante a conferência da ONU sobre conservação da vida selvagem, a COP15 da CMS. Essa ferramenta oferece informações cruciais para governos, cientistas e ambientalistas sobre onde ações de proteção são mais necessárias.

Uma Visão Abrangente das Rotas Migratórias

Desenvolvido pelo Laboratório de Ornitologia de Cornell em colaboração com a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS), o Atlas de Rotas Migratórias das Américas fornece um mapa detalhado dos locais críticos de reprodução, parada e invernada das aves. Muitas dessas áreas enfrentam ameaças crescentes devido à perda de habitat, construções e alterações climáticas.

A ferramenta utiliza milhões de observações submetidas por cidadãos através da plataforma eBird, combinadas com sofisticados modelos científicos, para identificar as “Áreas de Concentração de Aves”. Esses são locais onde espécies listadas nos Apêndices I ou II da CMS se aglomeram em etapas diferentes de suas jornadas.

As Espécies em Foco

O Atlas abrange inicialmente 89 espécies, destacando um momento de crescente preocupação com suas condições. Com a migração estendendo-se do Ártico canadense à Patagônia chilena, 622 espécies de aves migratórias dependem de uma teia frágil de habitats distribuídos por 56 países ao longo das Américas.

Espécies como o maçarico-de-bico-comprido, que se reproduz no Ártico, e o flamingo-andino, dependem de diversos ecossistemas que atravessam fronteiras, reforçando a urgência de ações coordenadas.

Política Baseada em Evidências

Diferente de outros conjuntos de dados, o Atlas foi criado para apoiar decisões práticas, ajudando governos a direcionarem esforços de conservação com maior eficácia. Isso se alinha às discussões em curso na COP15, onde representantes de 133 países debatem novas medidas para proteger essas espécies, incluindo a inclusão de novas espécies na lista e o fortalecimento da cooperação internacional.

Desafios e Necessidades de Conservação

A plataforma surge em um momento crítico para espécies migratórias em todo o mundo, em razão da degradação de habitats, infraestrutura inadequada, poluição e mudanças climáticas, tópicos centrais na COP15 no Brasil.

Entre as aves migratórias destacadas pelo Atlas estão espécies icônicas e ecologicamente significativas. Exemplos incluem o maçarico-de-peito-amarelo, o maçarico-semipalmado e a mariquita-cerúlea, todas enfrentando desafios de conservação em seus ambientes.

Transformando Dados em Ação

De acordo com Chris Wood, diretor de programas do Laboratório de Ornitologia de Cornell, “o Atlas mostra o potencial de milhões de observações de aves quando reunidas”. Ele destaca que “ao transformar essas observações em mapas, a ferramenta ajuda governos e parceiros a focarem esforços onde podem ser mais eficazes”.

Amy Fraenkel, Secretária Executiva da CMS, afirma que o Atlas representa “um grande avanço para a cooperação internacional na conservação de aves migratórias nas Américas”.

Cooperação Multilateral na COP15

João Paulo Capobianco, presidente da COP15 e Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, enfatizou que a realização da COP15 no país “impulsiona a cooperação multilateral baseada em ciência compartilhada e compromissos conjuntos”.

O Atlas das Rotas Migratórias das Américas, segundo ele, é um marco que revela as rotas e áreas essenciais para a sobrevivência das aves migratórias, destacando a necessidade de mais nações aderirem à Convenção para proteger esses corredores ecológicos vitais.

Números do Atlas das Rotas Migratórias das Américas

– **56**: Países do Hemisfério Ocidental incluídos no Atlas.
– **622**: Espécies de aves migratórias nas Américas.
– **89**: Espécies inicialmente apresentadas na ferramenta Atlas.
– **Mais de 2,2 bilhões**: Observações de aves que alimentam o Atlas.
– **Mais de 1 milhão**: Cientistas cidadãos que contribuem com dados.

Fonte da Notícia: https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/atlas-mapeia-rotas-de-aves-migratorias-vulneraveis-nas-americas/

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