Mulher denuncia líder religiosa por golpe e uso da fé em São Pedro da Aldeia

Mulher denuncia estelionato e exploração da fé em São Pedro da Aldeia; líder religiosa nega acusações — RC24H

Moradora de São Pedro da Aldeia acusa centro religioso de estelionato e coação

Uma moradora de São Pedro da Aldeia, localizada na Região dos Lagos, registrou um boletim de ocorrência para denunciar crimes de estelionato e coação psicológica, alegadamente ocorridos em um centro espiritual no bairro Porto do Carro. A Polícia Civil está conduzindo as investigações.

Detalhes do caso

Conforme o Registro de Ocorrência nº 126-01235/2026, na 125ª Delegacia de Polícia, Marina Paiva Diniz procurou o centro religioso em um período de vulnerabilidade emocional. No local, ela foi recebida por Gizelly Souza, identificada como “mãe de santo”. Marina afirma que após os atendimentos iniciais, Gizelly alegou que a vida de Marina estava em perigo e propôs um trabalho espiritual no valor de R$ 3.700, que deveria ser feito para evitar uma tragédia. Sentindo-se pressionada e com medo, Marina realizou o pagamento via PIX para uma conta em nome de P. V. da S. R., que seria um intermediário.

O dinheiro utilizado para os pagamentos vinha da rescisão contratual de Marina, após sua demissão. Mais tarde, encontrando-se em dificuldades financeiras, ela retornou ao centro para solicitar a devolução do valor, citando necessidade básica de alimentação. Marina acredita que sua condição emocional frágil foi explorada para a realização das cobranças.

Diversas denúncias surgem

A situação de Marina não seria isolada. Em vídeos publicados em redes sociais, ela revelou que pelo menos 12 outras pessoas relataram episódios semelhantes. Algumas dessas pessoas já teriam registrado queixas na polícia, enquanto outras estão receosas de denunciar, temendo represálias. Entre os relatos, há menções a jovens mulheres que também foram vítimas, além de acusações graves de coerção à prostituição e tentativas de suicídio como resultado do impacto emocional sofrido.

Resposta da líder espiritual

Em contraposição, Gizelly Souza rejeitou todas as acusações em um vídeo público. Ela declarou ser uma líder religiosa responsável por um templo onde as práticas espirituais são cobradas, uma informação que, segundo ela, é conhecida por todos os frequentadores. Gizelly afirma que Marina buscou seu auxílio de forma voluntária e estava ciente dos custos associados aos serviços espirituais.

Ainda de acordo com Gizelly, um dos serviços adquiridos por Marina não foi concluído no tempo esperado devido à internação de seu filho, que enfrenta sérios problemas de saúde. Ela alega que os materiais adquiridos para o trabalho estão armazenados e que provas disso foram enviadas à denunciante. Gizelly nega enfaticamente qualquer envolvimento em exploração sexual ou coerção, classificando as alegações como caluniosas. Ela também declarou sentir-se vítima de pressão emocional devido à repercussão nas redes sociais e que tem a intenção de buscar seus direitos legalmente.

Investigações em curso

A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando esclarecer os fatos. Até o momento, não há relatos de indiciamentos ou conclusões oficiais. As autoridades continuam analisando documentos, transferências bancárias e colhendo depoimentos dos envolvidos.

As informações seguem como alegações de ambas as partes, com a verdade dos fatos a ser determinada pelas investigações em andamento. A situação gerou uma discussão sobre a exploração emocional em contextos espirituais, sendo crucial aguardar o desenrolar das investigações para elucidar o caso.

Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos

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Editorial GRDL

Editorial do Guia Região dos Lagos

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