Projeto da Meta Recruta Voluntários para Estudos sobre Avatares Realistas
No esforço contínuo para aprimorar suas tecnologias de avatares digitais, a Meta está iniciando um projeto que visa coletar dados para melhorar a qualidade de avatares nas plataformas de realidade virtual e aumentada. O projeto, que está dividido em duas fases, “Movimento Humano” e “Conversas em Grupo”, será realizado no centro de pesquisas da empresa em Pittsburgh, nos Estados Unidos, com início previsto para setembro.
Detalhes dos Estudos “Movimento Humano” e “Conversas em Grupo”
Dentro do estudo “Movimento Humano”, os participantes serão gravados enquanto realizam diversos gestos e expressões faciais. O processo envolve leitura de frases e movimentos das mãos, capturados por câmeras, fones de ouvido e sensores de movimento que registram cada detalhe de diferentes ângulos. Esse conjunto de dados é essencial para aperfeiçoar a capacidade dos avatares de replicar ações humanas de forma mais natural e precisa.
Paralelamente, o estudo “Conversas em Grupo” tem enfoque na captura de interações sociais. Nesta etapa, pequenos grupos de freelancers são reunidos para participar de diálogos e atividades leves de improvisação. A iniciativa busca capturar falas, gestos e microexpressões naturais, permitindo que os avatares resultantes desses dados sejam mais realistas e capazes de simular interações sociais de forma convincente.
Projeto Warhol e Codec Avatars: A Tecnologia por Trás dos Estudos
O desenvolvimento dos avatares fotorrealistas é parte de um esforço chamado “Projeto Warhol”, coordenado pela empresa Appen que citou a Meta como cliente nos formulários de consentimento de dados. A Meta confirmou que esses esforços estão diretamente relacionados ao treinamento dos Codec Avatars, tecnologia revelada pela companhia em 2019. Esses avatares se destacam por sua capacidade de serem fotorrealistas e atualizados em tempo real, projetados para uso avançado em ambientes de realidade virtual e aumentada.
Avanços em Telepresença Métrica
Os Codec Avatars são considerados uma tecnologia fundamental para a Meta, pois permitem uma forma de telepresença métrica. Esse conceito busca criar presenças digitais que sejam quase indistinguíveis da realidade. A ideia é que, ao integrar esses avatares em plataformas de interação virtual, os usuários possam experimentar uma comunicação mais imersiva e envolvente.
A Meta está pagando participantes para contribuir com as pesquisas, oferecendo uma compensação financeira significativa para aqueles que se juntarem ao projeto. Embora a Appen não tenha comentado sobre o projeto, a iniciativa reforça o compromisso da Meta em liderar inovações em realidades digitais avançadas. Ao aprimorar a capacidade de simulação dos avatares, a empresa visa transformar a forma como as interações humanas acontecem em ambientes virtuais, permitindo experiências mais significativas e realistas.
Dessa forma, a Meta avança em seu objetivo de não apenas replicar a presença física humana em um ambiente digital, mas também de fazer com que essas presenças pareçam tão reais quanto possível, explorando novas possibilidades para o futuro das comunicações em um mundo cada vez mais conectado digitalmente.







