Maricá: Bloco do ‘Não é Não’ de Maricá alerta foliões em Itaipuaçu

Bloco do 'Não é Não' de Maricá conscientiza foliões em Itaipuaçu — RC24H

Ação de Conscientização Durante o Carnaval em Maricá

Durante o Carnaval em Itaipuaçu, o bloco Tromba Nervosa recebeu a presença ativa das equipes da prefeitura de , que implementaram a campanha “Ei, folião! Chegou na pessoa e recebeu um ‘NÃO’? Segue o samba e respeite a decisão”. Com o intuito de conscientizar, foram distribuídos brindes com a mensagem “não é não”, incluindo ventarolas, viseiras e tatuagens temporárias. Dessa forma, a equipe buscou transmitir a mensagem de respeito e segurança durante a festividade.

A iniciativa tinha como principal meta garantir um ambiente festivo seguro, onde todos pudessem aproveitar com liberdade e respeito. A secretária Ingrid Caldas Pereira de Almeida Bastos enfatizou a importância da segurança das mulheres, afirmando que “sabemos que muitas mulheres se preocupam com a segurança enquanto desfrutam dessa festa popular. O Carnaval é um período de alegria e celebração em que a diversão deve ser plena e sem preocupações”.

Além disso, os participantes da festa contaram com estandartes que continham informações sobre equipamentos de defesa para mulheres, como o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) e a Casa da Mulher. Essa presença visava não apenas a distribuição de brindes, mas também a oferta de informações necessárias para a proteção dessas mulheres durante o período carnavalesco.

A funcionária pública Julia Bacellar, residente em Jaconé, elogiou a ação, especialmente em tempos em que as ocorrências de assédio se tornam mais prevalentes. “Queremos nos vestir de maneira mais confortável, mas alguns homens costumam usar a justificativa de ‘olha a roupa que ela está usando’ como motivo para o assédio. Este projeto é essencial e muito significativo para a conscientização”, destacou Julia.

Outra participante, a professora Carla Costa, oriunda de Niterói, se mostrou entusiasmada com as viseiras e tatuagens temporárias recebidas. “Com esse sol, a viseira será útil, mas o que realmente importa é a mensagem que estamos disseminando. Durante o Carnaval, muitas mulheres enfrentam assédios e, em diversas situações, são estupradas, simplesmente porque o agressor acredita que quando dizemos ‘não’ estamos apenas fazendo charminho. Não podemos aceitar esse comportamento”, afirmou Carla.

Adicionalmente, seis locais na cidade foram equipados com estandes informativos e de acolhimento, abrangendo áreas como São José do Imbassaí, Ponta Negra, Parque Nanci, Praça do Ferreirinha (Itaipuaçu), Praça Orlando de Barros Pimentel (Centro) e Praça Tiradentes (Araçatiba). Em cada um desses pontos, uma equipe composta por uma profissional (psicóloga, assistente social ou advogada), uma assessora da secretaria e quatro estudantes do programa Passaporte Universitário foram designados para realizar a contrapartida social, garantido suporte aos foliões.

A Casa da Mulher também se juntou à estrutura de apoio, funcionando como um recurso de atendimento especializado durante os dias de Carnaval, de 1º a 4 de março, das 10h às 13h. Esse espaço visa oferecer acolhimento e assistência às pessoas que possam necessitar durante este período festivo.

Fonte: Guia Região dos Lagos

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Foto de Bruno Rodrigo Souza

Bruno Rodrigo Souza

Bruno é Fundador e Editor no Guia Região dos Lagos

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