Festival Literário em Maricá: Discussões e Arte Marcam a FLIM
A cidade de Maricá, na Região dos Lagos, está sediando até o dia 14 de setembro a 10ª edição da Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM). Organizado pela Prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Educação, o evento tem proporcionado uma vasta programação cultural, abrangendo literatura, debates sociais, cultura popular e periférica, além de diversas atrações artísticas para todas as idades.
FLIM: Um Encontro de Culturas e Saberes
A programação da FLIM incluiu atividades destinadas a públicos infantil, juvenil e adulto, com destaque para as contribuições das professoras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Fabiana Martins e Rosimeri Dias, na seção ‘FLIM Jovem’. Martins enfatizou a importância do festival ao afirmar que os livros têm o poder de estimular sonhos e realizações, transformando a experiência da literatura em algo inigualável.
A escritora Conceição Evaristo, um dos nomes mais proeminentes da literatura brasileira contemporânea, é a homenageada desta edição e será responsável por encerrar o evento no domingo. Com mais de 70 mesas de debates e encontros programados, a FLIM reúne personalidades nacionais e internacionais.
Papo Flim: Educação e Identidade em Foco
Na tenda principal, ‘Papo Flim’, o dia começou com a mesa de conversa intitulada “Percepções menores em uma educação em tempo integral e Empreendimento na Universidade”, que contou com a mediação do professor Walker Kohan. O secretário de Educação de Maricá, Rodrigo Moura, destacou durante o evento a importância de se discutir e oferecer uma educação pública de qualidade, ressaltando como um ensino qualificado pode transformar vidas.
À tarde, um debate sobre “Atenção, invisibilidade e infâncias em resistência” reuniu professores e ativistas para discutir questões urgentes acerca da infância. Já a roda de conversa “Minha Pele, Minha Identidade: Descobrindo e celebrando nossa cor” abordou temáticas como racismo e valorização da cultura negra, com participações de figuras como a atriz Aisha Jambo e a ativista Paula Tanga.
Encerrando o dia, a mesa “Literatura para Crianças e Jovens” trouxe a atriz e escritora Regiane Alves, a escritora Liliane Mesquita e o autor Donaldo Buchweitz para debater sobre a importância da literatura na infância. Alves destacou o poder das histórias em nutrir a criatividade infantil, especialmente em ambientes onde o acesso aos livros é restrito.
Reflexões e Arte na FLIM Jovem
A seção ‘FLIM Jovem’ também contou com debates importantes. Pela manhã, gestores e estudantes discutiram a busca por escolas mais acolhedoras e inclusivas em um painel mediado pela subsecretária de Educação, Aline Simonassi. A oficina “Corpo em Movimento” trouxe dança e expressão corporal ao som de hip hop, trap e funk, celebrando a cultura jovem e periférica.
O dia na FLIM Jovem foi finalizado com o espetáculo “Se Vivêssemos em um Lugar Normal”, que abordou questões sociais e existenciais através do teatro, proporcionando uma reflexão profunda ao público.
Flimzinha: Arte e Diversão para Crianças
Para as crianças, a Flimzinha ofereceu uma programação especial. Histórias foram contadas, seguidas de atividades de pintura facial realizadas pela equipe Animaniacs e apresentações de cosplays, garantindo diversão e interação lúdica durante o evento.
Programação Diversificada
A programação do dia 10 de setembro incluiu a oficina “Oficinas de Pintura Corporal e Narrativas Indígenas” e debates sobre educação antirracista na FLIM Jovem. No Papo Flim, temas como filosofia, gastronomia e esportes locais foram discutidos. Essas atividades, entre outras, visam proporcionar uma experiência rica e variada aos participantes do festival.
A FLIM, com suas múltiplas atividades e debates, tem se consolidado como um importante espaço para trocas culturais e educativas em Maricá, fortalecendo o papel da literatura e das artes como instrumentos de transformação social e pessoal.
Fonte da Notícia: Plantão Guia Região dos Lagos







