Na terça-feira (20), um homem foi detido no bairro Parque Aeroporto, em Macaé, região Norte Fluminense, após uma denúncia de violência doméstica. A vítima, que convivia com o suspeito, disse ter sofrido agressões físicas e exibia marcas visíveis em um dos braços e um corte no lábio.
Morador acionou equipe durante patrulhamento
Conforme o boletim de ocorrência, militares e um coordenador da Guarda Municipal, integrantes do programa CPROEIS, faziam ronda pela área quando um morador os chamou. Ele relatou que um vizinho estaria agredindo a esposa e pediu que os agentes fossem até a residência do casal.
Os profissionais seguiram o informante até uma casa na Rua Marinea do Amaral Andrade, no Parque Aeroporto. No local, o casal estava sentado na calçada em frente ao imóvel. De acordo com os agentes, o homem ergueu as mãos assim que a equipe chegou.
Ao ser questionada, a mulher afirmou que havia sido agredida pelo companheiro. Os policiais notaram lesões aparentes em um dos braços dela e um ferimento no lábio.
O suspeito negou as acusações. Segundo o registro, ele disse que poderia ter saído do local, mas optou por esperar a Polícia Militar para dar explicações. Os agentes observaram que ele não tinha ferimentos visíveis naquele momento.
Diante das evidências e das marcas na vítima, ambos foram levados à 123ª Delegacia de Polícia para registro formal e depoimento à autoridade competente.
Suspeito relatou dores durante trajeto
Ainda de acordo com o boletim, durante o percurso até a delegacia, o homem reclamou de dores nos testículos. Ele afirmou que a companheira teria lhe dado um chute na região genital.
Por causa da queixa, ele foi levado ao Pronto-Socorro do Aeroporto, em Macaé, onde passou por atendimento médico. O documento cita o Boletim de Atendimento Médico (BAM) de número 139689.
Os agentes informaram que usaram algemas durante o transporte dos envolvidos. A justificativa foi a necessidade de garantir a segurança dos policiais, da mulher e do homem, já que não havia outro veículo disponível para separá-los.
O registro acrescenta que a integridade física do suspeito foi mantida durante todo o procedimento. Os agentes também declararam que não utilizavam câmeras corporais, pois esses equipamentos não eram fornecidos aos profissionais do programa CPROEIS.
Caso segue para análise judicial
A ocorrência foi classificada como lesão corporal contra mulher em contexto de violência doméstica. Conforme os registros policiais, o homem permaneceu detido à disposição da Justiça, com base no artigo 129, parágrafo 13, do Código Penal, que trata de lesão corporal praticada contra mulher por razões de gênero.
A detenção não implica condenação definitiva. A investigação dos fatos e a definição de responsabilidades cabem às autoridades competentes, respeitando os trâmites legais e o direito de defesa.
O boletim foi registrado pelo aplicativo da Polícia Militar (BOPM) em 20 de outubro de 2026, às 18h06, sob o número 32BPM.64634.2026. Até o momento, não há manifestações independentes dos envolvidos sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fonte: RC24H







