Operação do MP do Rio mira ex-presidente da Alerj em esquema de jogos ilegais
O ex-prefeito de Saquarema e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Melo, foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na última sexta-feira (25). A ação investiga a suposta liderança de Melo em uma organização criminosa especializada na exploração de jogos ilegais e na lavagem de dinheiro. Agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriram mandados de busca e apreensão em locais associados ao político e outros investigados.
Esquema de lavagem e exploração de jogos
De acordo com investigações, Melo estaria no comando de uma estrutura criminosa dividida em dois núcleos principais: o operacional, que gerenciava a distribuição e manutenção de máquinas caça-níqueis, e o financeiro, encarregado de ocultar os lucros obtidos por meio de criptomoedas, empresas de fachada e aquisição de bens tanto no Brasil quanto no exterior.
A operação apontou que a organização movimentava cerca de R$ 400 mil semanalmente. Para manter o esquema, contava com a colaboração de agentes públicos, incluindo policiais civis e militares, que garantiam a continuidade das atividades e a proteção das operações ilícitas. Entre os nomes envolvidos, destacam-se os de “Camilo”, “Juarez”, “Gileade” e “Jardel”, supostamente ligados à célula financeira da quadrilha.
Buscas e apreensões
A ação visou apreender documentos, celulares e dispositivos eletrônicos que pudessem comprovar a prática dos jogos de azar e a movimentação financeira irregular. Em abril de 2024, Paulo Melo já havia sido alvo de uma operação semelhante, o que reforça as suspeitas de sua liderança em esquemas de jogos ilegais em Saquarema, Araruama e Rio Bonito.
Investimentos e lavagem de dinheiro
O Ministério Público revelou que parte dos lucros era convertida em bens de alto valor, incluindo imóveis em Miami e uma fazenda no Pará, que agora estão sob investigação patrimonial e podem ser bloqueados. Os recursos também eram, supostamente, transferidos por contas de terceiros e através de transações internacionais para dificultar seu rastreamento.
A denúncia original, que deu início às investigações, foi publicada em outubro de 2024, revelando uma rede criminosa altamente organizada, com funcionários contratados, armamento para garantir a segurança das operações e a distribuição de modernas máquinas caça-níqueis em estabelecimentos comerciais da região.
Investigação em andamento
Até o momento, Paulo Melo não divulgou um comunicado oficial sobre a operação realizada na sexta-feira. O caso continua sob investigação pela Vara de Organização Criminosa da Capital.
Fonte da Notícia: Plantão Guia Região dos Lagos








