Operação Policial Prende Suspeitos de Envolvimento em Esquema de Fraudes Financeiras
Em uma operação realizada pela polícia de São Paulo, Kaique Minoro Gualter Pires e Lucas Luciano dos Santos foram presos sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras. De acordo com as autoridades, a dupla conseguia movimentar aproximadamente R$ 40 milhões por mês por meio de suas atividades ilícitas. Durante a ação policial, foram encontrados dois veículos de luxo em posse dos suspeitos.
Esquema de Fraude e Atividades Ilícitas
Os investigados são proprietários de uma fintech chamada Ghostspay, que oferecia taxas reduzidas em operações financeiras. Conforme a polícia, a plataforma era utilizada para mascarar transações e dificultar a identificação de fraudes financeiras no sistema internacional. A Justiça determinou que o site da empresa saísse do ar e que a desconstituição da fintech, bem como de outras empresas ligadas aos suspeitos, fosse implementada.
As autoridades acreditam que Kaique e Lucas sejam intermediários de um esquema ainda maior de pirataria. Segundo o delegado responsável pela investigação, Bento, “há indícios de que eles fazem parte de uma rede mais ampla, o que continua sendo alvo de investigação”.
Defesa dos Acusados
Erick Cordeiro dos Santos, advogado de defesa de ambos os acusados, nega que seus clientes sejam responsáveis pelos crimes alegados. Ele esclarece que a ordem judicial emitida pela juíza foi unicamente para a busca e apreensão de itens relacionados a denúncias de fraudes em concursos públicos, que teriam sido facilitadas pela Ghostspay.
A prisão dos dois ocorreu após a descoberta de uma central de pirataria. No entanto, o advogado defende que o imóvel onde os equipamentos foram encontrados é, na verdade, um espaço de coworking, e que seus clientes não são proprietários do local, tampouco tinham ciência das atividades realizadas ali.
Situação da Ghostspay e Alegações de Fraude
Com relação às fraudes associadas a concursos públicos, a defesa argumenta que a plataforma de pagamentos da empresa servia apenas como intermediária. Os crimes teriam sido cometidos por terceiros ainda não identificados que se aproveitaram do sistema da Ghostspay para realizar ações ilícitas. “Algo assim pode acontecer com qualquer empresa do setor de pagamentos”, afirmou o advogado Erick Cordeiro dos Santos.
A situação segue em investigação, e as autoridades continuam a buscar evidências para desmantelar toda a rede de operações fraudulentas, enquanto a defesa dos acusados se concentra em demonstrar a inocência de seus clientes.
Conclusão
A operação que resultou na prisão de Kaique Minoro Gualter Pires e Lucas Luciano dos Santos lança luz sobre um complexo esquema de fraudes financeiras que, segundo a polícia, movimentava grandes quantias mensais. Enquanto a investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes e identificar outros possíveis envolvidos, o caso destaca a necessidade de vigilância contínua no setor financeiro para evitar o uso indevido de plataformas digitais em atividades criminosas.
Fonte da Notícia: [Região dos Lagos](https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2025/08/14/policia-civil-de-sp-prende-dois-homens-que-vendiam-gatonets.htm)







