Banco Pleno Entra em Liquidação: Clientes Podem Reaver Até R$ 250 Mil
O Banco Central surpreendeu o mercado financeiro ao decretar a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da corretora Pleno DTVM nesta quarta-feira, 18 de outubro. A medida foi tomada devido à insustentabilidade financeira da instituição, que estava sob pressão desde que se desvinculou do conglomerado Banco Master. Agora, milhares de clientes se veem diante do desafio de recuperar seus investimentos.
Proteção Oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assegura que aproximadamente 160 mil clientes do Banco Pleno têm valores a receber, que somam cerca de R$ 4,9 bilhões. O ressarcimento é limitado a R$ 250 mil por CPF. Entretanto, clientes que já tenham recebido esse valor de instituições do mesmo grupo não terão direito a novos pagamentos.
Para aqueles com saldo superior a R$ 250 mil, a devolução depende da venda de ativos do banco no processo de liquidação. Este montante excedente será pago apenas se houver capital disponível após a quitação das obrigações prioritárias.
Como Reaver o Dinheiro pelo FGC
Embora não haja um prazo definido para o início dos reembolsos, a expectativa é que o processo leve cerca de 30 dias. O procedimento é realizado digitalmente por meio do aplicativo oficial do FGC, disponível para Android e iOS.
Primeiro, é necessário baixar o aplicativo e criar uma conta com informações pessoais, como CPF e e-mail. O próximo passo envolve a validação da identidade, onde o usuário deve enviar uma foto de um documento oficial junto com uma “selfie”. Por fim, o cliente deve informar uma conta bancária em seu nome para a transferência dos valores.
As dúvidas sobre o processo podem ser enviadas exclusivamente por e-mail ao liquidante, José Eduardo Victória. Além disso, é possível acompanhar atualizações no site oficial do Banco Pleno.
Situação dos Empréstimos e Faturas
Com a liquidação, as operações de saque foram encerradas, mas as obrigações de pagamento de dívidas, como boletos de cartão de crédito e financiamentos, permanecem válidas e devem ser honradas normalmente. Para usuários de serviços como o Credcesta, os descontos em folha de pagamento continuam sendo aplicados sem interrupções.
História do Banco Pleno: De Indusval a Crise
A trajetória do Banco Pleno remonta a 1991, quando foi fundado como Banco Indusval, com foco em crédito corporativo e agronegócio. Em fevereiro de 2024, o Grupo Master adquiriu o banco, então nomeado Voiter, com planos de expansão.
Em julho de 2025, o banco foi rebatizado como Banco Pleno, sob o controle de Augusto Lima, após autorização do Banco Central. A nova instituição se concentrou em crédito consignado e ofereceu taxas competitivas para CDBs.
Entretanto, uma reviravolta ocorreu em novembro de 2025, quando o Banco Master, antigo parceiro do Pleno, passou por um processo de liquidação. O Banco Pleno conseguiu evitar o mesmo destino momentaneamente, pois já havia se separado juridicamente do grupo.
Agora, com a liquidação decretada, o Banco Pleno encerra suas operações, e os clientes buscam soluções para recuperar seus investimentos.
Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos








