Descubra 3 pistas que revelaram o ataque hacker ao sistema do PIX

Horário, tipo de transação e insistência: as 'pistas' que levaram à descoberta do ataque hacker ao sistema ligado ao PIX

Investigação Revela Detalhes de Golpe Milionário Ligado ao Sistema PIX

Um sofisticado ataque cibernético, revelado no último dia 30, alertou sobre a fragilidade das redes que interligam bancos menores ao sistema PIX no Brasil. A investida, que envolveu a transferência de milhões de reais em criptomoedas, despertou a atenção de uma startup de Santa Catarina, responsável por interromper as transações suspeitas e alertar as autoridades financeiras.

Modus Operandi do Golpe

Durante a madrugada, a startup SmartPay detectou um comportamento fora do comum: uma conta recém-criada movimentou R$ 6 milhões via PIX, tentando adquirir bitcoin. Esse sinal de alerta levou a empresa a bloquear as movimentações e contatar outras instituições financeiras. Investigadores confirmaram que essas ações faziam parte de um golpe que teve início com um ataque hacker a um provedor ligado ao PIX, a C&M Software.

Essas transações anômalas eram provenientes de sistemas de infraestrutura bancária, como o da BMP, que posteriormente declarou ter sido alvo da ação criminosa. A rápida detecção pela SmartPay foi fundamental para evitar que o golpe se propagasse sem controle.

O Papel das Criptomoedas

Os criminosos tentaram converter parte do dinheiro roubado em criptomoedas, estratégia que dificultaria a recuperação dos valores desviados. Dentre as criptomoedas almejadas, estavam o bitcoin e o tether. O tether, uma das criptomoedas mais utilizadas globalmente, permite o bloqueio de transações suspeitas pela empresa responsável, o que não é possível com o bitcoin.

Rocelo Lopes, CEO da SmartPay, observou que as movimentações envolviam tanto novas contas quanto clientes antigos, cuja atividade já havia levantado suspeitas prévias por comportamentos atípicos. Além disso, esses usuários costumavam operar com tether e, no dia do crime, passaram a adquirir bitcoin, chamando ainda mais a atenção.

Repercussões e Medidas de Segurança

A complexidade do ataque levou o Banco Central a adotar medidas severas, como o desligamento temporário de instituições financeiras das infraestruturas da C&M Software. Por outro lado, foi estabelecida uma suspensão parcial em que transações só podem ocorrer em horários específicos durante dias úteis.

Especialistas afirmam que o incidente destaca a necessidade urgente de melhorias nas medidas de segurança dos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs), que conectam bancos ao sistema PIX. Essa atualização é essencial não apenas para proteger o sistema, mas também para garantir a confiança do público nas transações eletrônicas.

Investigações em Curso

Investigadores federais e a Polícia Civil de São Paulo estão empenhados em desvendar o caso, identificando os responsáveis e rastreando os valores desviados. O inquérito visa não apenas solucionar este crime, mas também prevenir futuros ataques ao sistema financeiro.

Este golpe, um dos mais severos já registrados no Brasil, evidencia as vulnerabilidades no sistema de pagamento instantâneo, e reforça a necessidade de constantes aprimoramentos em segurança cibernética.

Fonte da Notícia: [https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2025/07/04/horario-tipo-de-transacao-e-insistencia-as-pistas-que-levaram-a-descoberta-do-ataque-hacker-ao-sistema-ligado-ao-pix.ghtml](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2025/07/04/horario-tipo-de-transacao-e-insistencia-as-pistas-que-levaram-a-descoberta-do-ataque-hacker-ao-sistema-ligado-ao-pix.ghtml)

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Foto de Felipe Rabello

Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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