China proíbe 5 aplicativos de namoro para a comunidade LGBTQIA+ nas lojas de apps

China bane aplicativos de namoro para pessoas LGBTQIA+ de lojas de apps

China remove aplicativos de namoro LGBTQIA+ das lojas virtuais

Em um movimento marcante e inesperado, o governo da China determinou a retirada de dois dos mais populares aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ do país, Blued e Finka, da App Store e Google Play Store. A decisão, que pegou muitos de surpresa, foi comunicada pela Administração do Ciberespaço da China, órgão responsável por regular a internet no território chinês.

Pressão sobre a comunidade LGBTQIA+

A retirada dos aplicativos faz parte de uma série de medidas que têm gerado preocupação entre ativistas e defensores dos direitos LGBTQIA+ na China. Nos últimos anos, a repressão contra essa comunidade tem se intensificado, com aumento de censuras a eventos e publicações relacionadas. É importante mencionar que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal no país, e o governo central tem adotado uma postura cada vez mais severa sob a liderança de Xi Jinping.

Os usuários chineses desses aplicativos notaram a ausência das versões completas dos serviços no último final de semana. Apesar da remoção oficial, uma versão limitada do Blued ainda podia ser encontrada na App Store chinesa até terça-feira (11), embora muitos dos recursos já estivessem indisponíveis para novos downloads.

Posição da Apple e reação de especialistas

Um porta-voz da Apple confirmou a remoção dos aplicativos, citando a ordem direta da Administração do Ciberespaço da China. “Respeitamos as leis dos países onde operamos”, afirmou o representante da empresa. Apesar disso, os usuários que já tinham os aplicativos instalados relataram que ainda conseguiam utilizá-los, embora os serviços pudessem estar sujeitos a futuras restrições.

Para Zhao Hu, advogado especializado na defesa dos direitos LGBTQIA+, a decisão foi tanto inesperada como carente de explicações claras. Ele destacou que medidas semelhantes já haviam sido tomadas anteriormente, como a remoção do Grindr, outro aplicativo de encontros LGBTQIA+, em 2022.

Impacto social e futuro incerto

A exclusão dos aplicativos Blued e Finka levantou preocupações sobre o impacto social dessas ações. Hu Zhijun, cofundador da organização PFLAG China, condenou a decisão do governo, ressaltando que tais aplicativos desempenham um papel importante na vida de muitos homens gays na China, ajudando-os a encontrar parceiros e construir relações estáveis. Para Zhijun, os aplicativos deveriam ser vistos como iniciativas socialmente benéficas.

A preocupação com a crescente vigilância e censura à comunidade LGBTQIA+ se intensificou após a Administração do Ciberespaço ter lançado, em setembro, uma campanha contra plataformas de redes sociais, acusadas de propagar “uma visão negativa da vida”. Este movimento ressalta a delicada posição da comunidade LGBTQIA+ no cenário chinês, onde a luta por direitos e reconhecimento enfrenta obstáculos significativos.

Com essas medidas, o futuro dos aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ na China permanece incerto. As ações do governo refletem a complexidade da dinâmica social e política no país, levantando questões sobre liberdade de expressão e os direitos das minorias. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, enquanto ativistas continuam a buscar maneiras de apoiar e proteger os direitos de grupos marginalizados.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2025/11/11/china-determina-remocao-de-aplicativos-de-namoro-para-pessoas-lgbtqia.ghtml)

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Foto de Felipe Rabello

Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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