Quatro Décadas de Avanços na Proteção da Camada de Ozônio São Comemoradas
No dia 16 de setembro de 2025, celebramos 40 anos desde a assinatura da Convenção de Viena, evento que marcou o início dos esforços globais para combater a destruição da camada de ozônio, uma proteção crucial contra a radiação ultravioleta do sol. Ao longo dessas décadas, a cooperação científica internacional possibilitou a recuperação significativa dessa barreira atmosférica vital para a vida na Terra.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada às Nações Unidas, divulgou um relatório em 2024 que aponta uma redução do buraco na camada de ozônio. O documento destaca que essa tendência positiva é resultado de ações coordenadas globalmente, embora fatores atmosféricos naturais também tenham influenciado a diminuição do dano em 2024.
Marco Histórico: Protocolo de Montreal
A Convenção de Viena, assinada em 1985, levou à criação do Protocolo de Montreal em 1987. Este tratado internacional visa eliminar mais de 100 substâncias que destroem a camada de ozônio. Até hoje, o protocolo conseguiu a redução de mais de 99% da produção e consumo desses compostos, anteriormente utilizados em setores como refrigeração e cosméticos.
Graças a esse esforço, espera-se que a camada de ozônio retorne aos níveis da década de 1980 até a metade do século XXI. A recuperação completa ajudará a prevenir milhões de casos de câncer de pele, catarata e protegerá ecossistemas dos efeitos nocivos dos raios UV.
O Papel da Ciência e da Cooperação Global
A Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal conquistaram a ratificação universal em 2009, um feito inédito na história dos tratados da ONU. A Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que a colaboração internacional e o intercâmbio aberto de dados são os alicerces para o sucesso deste tratado ambiental.
O mais recente boletim da OMM indica que o buraco de ozônio sobre a Antártida diminuiu em comparação aos anos anteriores, refletindo um progresso no caminho para a recuperação. As previsões científicas sugerem que, até 2040, os níveis globais da camada possam regressar aos valores de 1980, com o Ártico se recuperando totalmente até 2045 e a Antártida até 2066.
Emenda de Kigali e os Desafios Futuros
Apesar do avanço, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alerta para a necessidade urgente de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC. Ele destaca a importância de ratificar e implementar a Emenda de Kigali, que visa a eliminação gradual dos hidrofluorocarbonetos (HFCs), gases de efeito estufa potentes. A aplicação dessa emenda, associada a inovações em tecnologias de refrigeração, tem o potencial de evitar um aumento de até 0,5 ºC na temperatura global até o final do século.
Guterres enfatiza que este compromisso deve ser refletido nas novas estratégias climáticas nacionais, abrangendo todos os setores e tipos de gases. A vigilância contínua e a cooperação científica são vitais para o sucesso da proteção da camada de ozônio.
Uma Inspiração para o Futuro
Além de proteger a saúde humana, a preservação da camada de ozônio contribui para vários objetivos de desenvolvimento sustentável, como ações climáticas e conservação da biodiversidade. Em ocasião do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, Guterres apela para que o sucesso do Protocolo de Montreal sirva de inspiração para ampliar os esforços ambientais globais. Ele reforça que cada fração de grau importa e cada ação é significativa na luta contra as mudanças climáticas e na proteção do planeta para as futuras gerações.
As informações acima foram fornecidas pela OMM, que continua a destacar a importância da ciência e da ação conjunta para enfrentar desafios ambientais globais.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/ciencia-camada-de-ozonio-recuperando/)







