Cade sugere sanção à Apple por domínio em loja de aplicativos

Pessoas caminham em frente à loja da Apple em Nova York, nos EUA

Cade Impõe Medidas à Apple para Abrir Loja de Aplicativos no Brasil

Em maio de 2025, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tomou uma decisão que pode impactar significativamente a operação da Apple no Brasil. A empresa foi instruída a abrir sua App Store para meios alternativos de distribuição de aplicativos e sistemas de pagamento, numa tentativa de remediar o que é percebido como um domínio monopolista. A decisão do Cade prevê que a Apple implemente essa mudança dentro de 90 dias, estando sujeita a deliberações futuras do tribunal da autarquia, que poderá aplicar penalidades adicionais caso considere que houve infração à ordem econômica.

Apple Levanta Preocupações com Segurança e Privacidade

Em resposta às medidas, a Apple expressou profundas preocupações. De acordo com a empresa, as imposições do Cade poderiam prejudicar a experiência de seus usuários, a qual é amplamente valorizada e confiável. A companhia também destacou possíveis riscos à privacidade e segurança que poderiam surgir com as novas determinações. Além de lutar contra essas medidas, a Apple afirmou que pretende continuar defendendo os direitos de seus usuários e desenvolvedores em sua plataforma.

A Origem da Disputa: Reclamação do Mercado Livre

O cerne do impasse remonta a uma reclamação movida pelo Mercado Livre no ano de 2022. A empresa de varejo acusou a gigante tecnológica de práticas monopolistas, após a rejeição de uma atualização de aplicativo que incluía conteúdo digital de terceiros em uma janela externa. Segundo o Mercado Livre, a proibição beneficiou exclusivamente a Apple, enquanto desenvolvedores, distribuidores de bens e serviços digitais e consumidores saíram perdendo. Alegou-se que a Apple impõe restrições para limitar ou impedir a entrada de competidores no mercado, especialmente em relação às compras feitas dentro de aplicativos.

Política de Tarifas da Apple Sob Questionamento

Outro ponto de discórdia é a política de tarifas da Apple, que cobra entre 15% e 30% em compras realizadas dentro de sua plataforma. A empresa se defendeu ao argumentar que tal sistema não só é seguro, mas também facilita o cancelamento de compras, protegendo o usuário. Por outro lado, a Apple alertou que a abertura de sua loja para aplicativos de terceiros pode facilitar a proliferação de conteúdos indesejados, como pornografia, pirataria e vírus.

O Caminho a Seguir

À medida que o caso avança no tribunal do Cade, a Apple continua sob escrutínio, com um desfecho ainda incerto. A decisão final do tribunal poderá estabelecer precedentes significativos, não apenas para a Apple, mas para outras empresas de tecnologia que operam no Brasil. O resultado do julgamento também pode influenciar significativamente as práticas de mercado no cenário global, pressionando ainda mais por uma regulamentação que equilibre competição, inovação e proteção ao consumidor.

Essa situação destaca o delicado equilíbrio que reguladores tentam manter entre fomentar a inovação e proteger o mercado de práticas monopolistas. Empresas de tecnologia, como a Apple, enfrentam cada vez mais desafios legais à medida que expandem suas operações globais, e o Brasil, com este caso, posiciona-se como um palco crucial na redefinição das regras do jogo.

Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2025/07/01/cade-recomenda-punicao-apple.htm)

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Foto de Felipe Rabello

Felipe Rabello

Felipe é um dos editores do Guia Região dos Lagos.

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