Belém Inaugura Primeira Unidade Pública de Compostagem
Belém, a capital paraense, se prepara para abrigar sua primeira unidade pública de compostagem de resíduos orgânicos. O projeto será concluído antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em novembro, e tem como objetivo deixar um legado ambiental significativo para a cidade e a Região Norte do Brasil.
Processamento de Resíduos em Grande Escala
A nova instalação contará com tecnologia mecanizada para processar até 180 toneladas mensais de resíduos orgânicos, como restos de alimentos e resíduos de poda. O uso de um tambor rotativo agilizará o processo, tornando a compostagem uma prática viável e contínua para a cidade. Essa iniciativa é vista como um marco para a gestão de resíduos sólidos urbanos, promovendo a reciclagem e reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.
Parcerias para Sustentabilidade
O projeto é conduzido pelo Instituto Pólis, com o suporte do Global Methane Hub, do Ministério do Meio Ambiente e da Prefeitura de Belém. A unidade vai integrar catadores de materiais recicláveis, permitindo o desvio dos resíduos orgânicos dos aterros e também gerando renda. Conforme Victor Argentino, coordenador do Instituto Pólis, a compostagem com a participação dos catadores amplia a reciclagem de resíduos orgânicos e contribui para uma transição justa na gestão de resíduos.
Legado Ambiental e Social
Para Pamela Massoud, Secretária Executiva de Inclusão Produtiva de Belém, a unidade representa um passo significativo na busca por alternativas para aumentar a taxa de desvio de resíduos dos aterros. Além de atender à demanda gerada pela COP30, que deverá produzir cerca de cinco toneladas diárias de resíduos orgânicos durante o evento, a iniciativa visa integrar cooperativas de catadores e agricultores familiares na solução.
Impacto Ambiental Reduzido
A implementação da compostagem em Belém é crucial, uma vez que mais de 50% dos resíduos enviados aos aterros são compostáveis. A cidade ainda não conta com cobertura pública para esse tipo de tratamento, tornando a nova unidade uma solução inovadora e sustentável. Adalberto Maluf, Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, destaca que o projeto será uma referência importante para a Região Amazônica, incentivando soluções descentralizadas para tratar resíduos sólidos.
Fomento à Agricultura Familiar
O composto gerado na unidade será destinado principalmente à agricultura familiar, fechando o ciclo de reaproveitamento dos resíduos. Essa abordagem reflete o compromisso do Brasil com a redução das emissões de gases de efeito estufa, especialmente do metano, em alinhamento com compromissos climáticos internacionais.
Brasil Composta Cultiva: Expansão da Compostagem
O Instituto Pólis, por meio do Brasil Composta Cultiva, já promove ações que visam reduzir o envio de resíduos orgânicos para aterros no país, fortalecendo a compostagem em larga escala. O projeto busca mitigar emissões de metano e gases de efeito estufa, reforçando a importância de iniciativas locais de compostagem.
Sobre o Instituto Pólis
O Instituto Pólis é uma organização da sociedade civil que, desde 1987, atua na promoção de cidades sustentáveis e democráticas. Com mais de 30 anos de experiência, a instituição desenvolve pesquisas e apoia políticas públicas para o desenvolvimento local e sustentável.
Fonte da Notícia: [Guia Região dos Lagos](https://ciclovivo.com.br/mao-na-massa/permacultura/belem-recebe-primeiro-sistema-publico-de-compostagem/)








