Justiça revoga prisão de Anna Clara em caso de morte de jovem em Arraial do Cabo
Na quarta-feira passada (2), a Justiça decidiu revogar a prisão preventiva de Anna Clara de Assis Barroso, que estava detida por sua suposta participação na morte de Nayra Jeovanna Coutinho de Souza em abril de 2023. O caso, ocorrido em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, chamou atenção pela brutalidade. Anna Clara, que estava presa por mais de dois anos, agora terá a possibilidade de responder ao processo em liberdade, sujeita a medidas cautelares.
As razões da decisão judicial
A decisão judicial considerou a vulnerabilidade física e mental de Anna Clara, bem como o tempo que ela passou detida preventivamente. O advogado de defesa, Filipe Roulien Azeredo Guedes Camillo, argumentou que sua cliente sempre esteve em uma situação de fragilidade, agravada pelo consumo abusivo de drogas. Ele também mencionou que desde o início do processo, Anna Clara alegou ter sido coagida por terceiros a participar do crime.
“Anna Clara responderá ao processo em liberdade e terá que cumprir medidas cautelares, como acompanhamento médico especializado”, afirmou Camillo. A defesa ressaltou seu comprometimento em colaborar de maneira transparente com a Justiça.
Relembrando o caso que chocou a Região dos Lagos
A morte de Nayra Jeovanna teve grande repercussão na Região dos Lagos. No dia 12 de abril de 2023, a jovem foi encontrada com cerca de 70% do corpo queimado perto da Praia do Pneu, em Arraial do Cabo. Mesmo ferida, ela conseguiu caminhar até um condomínio, onde foi socorrida por moradores e levada de helicóptero para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. Nayra não resistiu aos ferimentos e faleceu 11 dias depois, em 23 de abril.
Anna Clara, que era amiga da vítima, inicialmente relatou à Delegacia de Araruama que ambas foram vítimas de um assalto. Segundo sua versão, dois homens em uma motocicleta as abordaram, forçando-as a se ferirem com facas e, em seguida, ateando fogo nelas. No entanto, essa versão levantou suspeitas e, após investigações, a polícia desconfiou da participação direta de Anna Clara no crime.
Prisão e outras investigações
Em maio de 2023, a prisão preventiva de Anna Clara foi decretada com base em contradições em seu depoimento e nas provas coletadas. Em julho do mesmo ano, a Polícia Civil prendeu um segundo suspeito, encontrado trabalhando em uma obra em Maricá. Ele também foi identificado como cúmplice de Anna Clara no latrocínio — roubo seguido de morte.
A polícia revelou que Anna Clara e a vítima eram amigas por aproximadamente três anos. Elas saíram de Araruama com destino a Búzios quando o crime ocorreu durante essa viagem.
Processo ainda em andamento
Com a revogação da prisão preventiva, Anna Clara deve agora seguir medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição de contato com outros envolvidos. O caso continua em andamento, com a Justiça avaliando as provas produzidas durante a instrução penal para decidir sobre o mérito da acusação.
Os familiares de Nayra Jeovanna permanecem acompanhando de perto os desdobramentos do processo, buscando por justiça. A defesa de Anna Clara confia no devido processo legal e espera por um esclarecimento completo dos fatos.
Fonte da Notícia: Guia Região dos Lagos







